Arapongas

Depois de decreto, escola de tiro recebe ‘enxurrada’ de consultas

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ma das exigências do decreto presidencial assinado por Jair Bolsonaro (PSL) que facilita a aquisição de armas de fogo por cidadãos comuns é a habilitação do comprador em uma escola de tiro. Na região, há apenas uma instituição, em Arapongas, que já vê o movimento aumentar: entre 10 e 15 pessoas visitam o local diariamente, procurando informações sobre o processo. Com duração de até 30 dias, a habilitação custa em torno de R$ 900.

O novo decreto, assinado anteontem e já em vigor, mantém inalteradas exigências que já vigoravam sobre posse de armas, como a obrigatoriedade de curso para manejar a arma. Em Arapongas, a única escola de tiro certificada da região tem recebido uma ‘enxurrada’ de consultas, que teve início logo depois da confirmação da vitória de Bolsonaro nas urnas. A procura é tão grande que a empresa publicou em seu perfil no Facebook que não tira mais dúvidas através de telefone e mensagens virtuais.

“Muita gente tem se mostrado interessada. Mas este ainda é um setor em que a população não tem muita informação ainda e, por isso, existem várias dúvidas. Preferimos tirá-las na própria escola até para entender o objetivo da pessoa em ter uma arma e poder orientar da melhor forma possível. Além disso, ela já vai conhecendo a estrutura da escola”, afirma Itamar Araújo, um dos proprietários do estabelecimento.

“Temos cursos que ensinam desde os fundamentos mais básicos até o curso com técnicas mais avançadas. Temos instrutor credenciado pela Polícia Federal e cumprimos com todas as normas de segurança”, destaca ele.

Por R$ 900, a instituição auxilia com todos os trâmites burocráticos para conseguir a habilitação, que se assemelha ao exame para dirigir um veículo. É preciso passar por um teste psicológico e duas provas, sendo uma teórica e outra prática. Além do curso, o valor abrange ainda as taxas da Polícia Federal.A escola funciona também como clube de tiro. Hoje, há aproximadamente 150 filiados de toda a região, que utilizam o ambiente controlado do estabelecimento para atirar com as suas próprias armas ou com as cedidas pelo local.Com relação ao decreto presidencial, Itamar acredita ser um avanço importante.

“O decreto proporciona a compra para aqueles que efetivamente querem ter uma arma em casa. É importante destacar que ainda há critérios que precisam ser seguidos. Não é como nos EUA, que é bem mais fácil adquirir armamento. Não é qualquer um que vai simplesmente entrar em uma loja e levar”, diz.Além do curso, outras exigências para adquirir armamento são ter ao menos 25 anos, ter ocupação lícita, não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal e não ter antecedentes criminais. Em média, o preço de revólveres vai de R$ 3,2 mil a R$ 4,5 mil. Pistolas custam de R$ 5 mil a R$ 8 mil. Já espingardas vão de R$ 2,5 mil a R$ 8 mil.
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