Apucarana renova câmaras de conservação em 28 UBSs; baterias evitam perdas de vacinas após vendaval
Em menos de dois anos, a Prefeitura de Apucarana, por meio da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), renovou as câmaras científicas de conservação de vacinas (geladeiras) em todas as 28 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que possuem salas de vacinação. A modernização ganhou relevância após o vendaval do último dia 21 de setembro, que provocou longas interrupções no fornecimento de energia em diferentes regiões da cidade.
Com baterias de autonomia entre 24 e 48 horas, os novos equipamentos garantiram que nenhuma dose fosse perdida durante a falta de energia. “Dentro de cada uma dessas câmaras temos vacinas adquiridas com dinheiro de imposto pago pela população. Então, não estamos falando apenas de um equipamento, mas de investimento que preserva recursos públicos, garante a continuidade da vacinação e, principalmente, protege a saúde da população, uma vez que a manutenção da temperatura adequada é um dos requisitos fundamentais para a qualidade e a eficácia das vacinas”, ressalta o prefeito Rodolfo Mota.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, recursos do Município possibilitaram a compra inicial de 11 câmaras científicas. Mais recentemente, chegaram 15 novos equipamentos, sendo 10 do Ministério da Saúde e cinco do Governo Estadual, totalizando investimento na ordem de R$ 212.915,00. “Parte dessas câmaras chegou sem o sistema de bateria, que está agora sendo incorporado pelo Município antes da distribuição às unidades, e que garantirá o funcionamento por até 48 horas em casos de falta de energia elétrica”, diz o secretário.
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O coordenador do Departamento de Vigilância em Saúde da AMS, enfermeiro Luciano Simplício Sobrinho, destaca que a substituição das geladeiras integra um processo contínuo de modernização que nem sempre é visível ao público. “É um trabalho que as pessoas nem sempre conseguem enxergar, porque acontece nos bastidores. Mas situações como a do vendaval demonstram a importância desse investimento que vem sendo realizado desde janeiro do ano passado”, reforça.
Na resposta direta aos efeitos do vendaval, o coordenador da Vigilância Epidemiológica da AMS, Pablo Saito, relata que houve equipamento cuja bateria manteve o funcionamento por até 39 horas sem energia, assegurando a conservação das vacinas. “Nos casos em que a bateria ainda possui autonomia menor (24 horas), as vacinas foram preventivamente transportadas para a estrutura da 16ª Regional de Saúde, que dispõe de gerador mas, nas unidades que já contam com câmaras com autonomia de 48 horas não foi necessário fazer o transporte”, relatou Saito.
Ainda conforme Saito, diante da previsão de novos eventos climáticos relacionados ao El Niño, todas as câmaras passarão por atualização para receber baterias com duração de até 48 horas. A medida reforça a estratégia de segurança da rede de frios, ao mesmo tempo em que evita desperdícios e garante a continuidade da vacinação mesmo em cenários de instabilidade no fornecimento de energia.
Fonte: Redação
