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MST bloqueia praças de pedágio na BR-369

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Membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueiam pelo menos cinco praças de pedágios nas estradas paranaenses na manhã desta segunda-feira (3). Segundo a coordenação estadual do movimento, as cancelas de Arapongas, Jataizinho, Ortigueira, Mandaguari e Cascavel estão abertas.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 50 pessoas ocupam a praça de Jataizinho pacificamente.

Uma viatura da PRF está no local para monitoramento. Os manifestantes ocuparam as rodovias por volta das 9 horas e devem deixar os locais às 17 horas. Eles protestam contra o corte de verbas para a reforma agrária e o ajuste fiscal, anunciados no fim de julho. Em Brasília, os sem-terra protestam ainda no prédio principal do Ministério da Fazenda.

NO BRASIL – Na madrugada desta segunda feira (3/8), cerca de 2.000 mil trabalhadores trabalhadoras Sem Terra ocuparam o Ministério da Fazenda contra o ajuste fiscal do governo no orçamento da reforma agrária, em Brasília.

Até o momento, os Ministérios da Fazenda de Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Curitiba, Palmas, Paraíba e Bahia também foram ocupados. No Mato Grosso, cerca de 400 camponeses marcham pela cidade de Jaciara. No Pará, 2 mil trabalhadores rurais ocupam a ferrovia da Vale. Em MG, duas rodovias foram trancadas. No PR, os sem terra também estão mobilizados em cinco pedágios nos municípios do interior do estado.

Ontem, cerca de 200 Sem Terra ocuparam a Fazenda Santo Henrique, pertencente a empresa Cutrale, em São Paulo. Segundo Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, o Movimento volta a denunciar a paralisação da Reforma Agrária no país com a realização de uma segunda Jornada de Lutas contra o ajuste fiscal do governo, que cortou quase 50% dos recursos da Reforma Agrária – de R$ 3,5 bilhões sobraram apenas R$ 1,8 bilhão.

“O ajuste fiscal do governo federal ameaça estagnar ainda mais o processo da Reforma Agrária no país, pois sem orçamento não há como o governo cumprir o compromisso político, assumido no início deste ano, de assentar 120 mil famílias Sem Terra acampadas no Brasil”, afirma.

Segundo o MST, a política econômica do governo federal coloca em risco a conquista de direitos dos trabalhadores, pois corta recursos financeiros da reforma agrária e da classe trabalhadora para seguir injetando dinheiro no capital financeiro e nas transnacionais, beneficiando a elite brasileira. Só para o agronegócio foi disponibilizado R$ 187 bilhões de recursos pelo Plano Safra deste ano. Um aumento de 20% no volume de recursos em relação à safra anterior.

De acordo Kelli Maffort, da coordenação nacional do MST, corte de investimentos em setores fundamentais como educação e saúde, além dos cortes nas políticas sociais, só atingem o setor mais pobre da população.

Com informações/fotos do http://www.mst.org.br/

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