Arapongas

Gruta de Nossa Senhora de Ghisallo, padroeira dos ciclistas, já está em obras em Aricanduva

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Já estão em andamento as obras da Gruta de Nossa Senhora do Ghisallo no distrito de Aricanduva, em Arapongas. Nossa Senhora do Ghisallo é considerada a padroeira dos ciclistas e a gruta será um ponto de apoio, descanso e orações para milhares de amantes do pedal que circulam diariamente pela região. “É uma obra da Paróquia Bom Jesus, de Aricanduva, através do padre Lino Batista, com apoio da Prefeitura de Arapongas, que inclusive vai ceder a água e a energia para o local. A expectativa em relação à gruta é grande, não só na comunidade local, mas também entre os inúmeros ciclistas que já têm esse roteiro como prática diária de suas atividades”, afirma Lita Evangelista, gerente distrital de Aricanduva.
Segundo ele, o prefeito Sérgio Onofre também já se mostrou entusiasta do projeto, uma vez que a administração vem fazendo investimentos em Aricanduva. Nesta sexta-feira (17), por exemplo, Sérgio Onofre dará a ordem de serviço para as obras de pavimentação e outras melhorias na Rua Guarani, uma das principais vias do distrito. “No mês que vem, será realizada a Festa Julina da Paróquia, inclusive com uma missa sertaneja na abertura, com certeza atraindo grande público”, anuncia Lita.
ORIGEM
Madonna di Ghisallo é nome de uma colina na região da Lombardia, norte da Itália. A colina foi batizada após uma “aparição da Virgem Maria” ao Conde Ghisallo que, na Idade Média, ao ser atacado por bandidos, se refugiou em uma capela e lá disse ter visto sua imagem.
Como a região fazia parte do Giro di Lombardia, importante prova ciclística italiana, o padre local, Ermelindo Viganò, propôs que a santa fosse declarada padroeira dos ciclistas. A sugestão foi acatada pelo Papa Pio XII e a igreja de Nossa Senhora de Ghisallo foi consagrada oficialmente em 1949. 
O santuário se tornou um centro de romaria de ciclistas do mundo todo e acabou se transformando em um pequeno museu do ciclismo. As paredes da capela são adornadas por camisas de ciclistas famosos, flâmulas de equipes, além de fotos e bicicletas, dentre as quais se destaca a do ciclista italiano Fabio Casartelli, campeão olímpico de 1992, em Barcelona, e que morreu durante uma etapa do Tour da França em 1995. Com o tempo, a coleção da capela ficou tão grande que, ao seu lado, foi criado o Museu do Ciclismo para guardar parte do acervo.
Na capela há também uma chama eterna, em homenagem a todos os ciclistas que já morreram.

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