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Com alta de casos, Governo do Paraná prevê medidas mais restritivas e ampliação de leitos para Covid: ‘É a última cartada’, diz secretário

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Com alta no número de diagnósticos positivos para o coronavírus, o Governo do Paraná prevê a adoção de medidas mais restritivas a partir da próxima semana.

Segundo o secretário estadual de Saúde, o número de leitos de UTI específicos para Covid-19 será ampliado com a utilização de 150 a 300 leitos que, atualmente, são para tratamento de pacientes vítimas de traumas ou de outras doenças.

“É a última cartada, estamos no limite. É um momento dramático, o número de casos está aumentado de forma rápida e exponencial”, disse.
O Paraná tem 1.048.377 pessoas diagnosticadas com a Covid-19, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na sexta-feira (21). O total de mortes pela doença no estado é de 25.231.

Ao todo, 5.553 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação de Covid-19 no Paraná. São 1.922 em UTIs públicas, 360 em UTIs particulares, 2885 em enfermarias públicas, e 386 em enfermarias particulares.

O número de UTIs públicas exclusivas para Covid-19 ocupadas no Paraná é de 1.840, com 86 livres. A ocupação geral é de 95%.

Conforme a secretaria, neste sábado, 922 pessoas estão na fila de espera por um leito no Paraná. São 95 a mais do que na sexta-feira. Deste total, 442 pessoas aguardam por leitos de UTI e 480 por enfermaria.

Na fila de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba estão 312 pessoas, sendo 117 esperando por UTIs e 195 por enfermaria.

“Temos muitas pessoas aguardando por transferência em unidades de saúde de cidades pequenas. Neste momento, toda as regiões do estado estão sobrecarregadas, não tem para onde levar esses pacientes. Com a readequação de leitos, utilizando leitos gerais para o tratamento da Covid, esses pacientes terão acesso mais rápido a equipamentos de hemodiálise e de tomografia, por exemplo”, explicou o secretário Beto Preto.Ampliação do toque de recolher
Com a vacinação andando a passos lentos e com a redução dos cuidados pela população, a Secretaria de Saúde teme que os próximos dias registrem uma ampliação de casos tanto quanto em março, quando ocorreu um recorde de diagnósticos e mortes.

No início da semana, um novo decreto com medidas mais rígidas deve ser publicado pelo estado. Beto Preto adiantou que uma das alterações será quanto ao o horário do toque de recolher. O período de proibição de atividades não essenciais e de consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos e privados deve ser ampliado.

“É o momento de diminuir a intensidade da pandemia. Somente ontem [sexta-feira], 40% dos testes para detectar a Covid-19 deram positivo no estado, o ideal era estar entre 5 e 10%. Hoje, todos os ambientes podem ter a presença do coronavírus”, alertou o secretário de Saúde.
Vacina
Desde o início da campanha de imunização, o Paraná recebeu 4.905.000 doses, e aplicou 3.403.009 dos imunizantes, e 1.130.543 completaram o esquema de imunização.

Com 11, 4 milhões de pessoas, Beto Preto reconheceu que a falta de envio de novas doses pelo Ministério da Saúde interfere na ampliação de grupos que poderão receber a vacina.

A previsão é de que a vacinação em idosos acima de 60 anos, pessoas com comorbidades, professores, caminhoneiros, motoristas de ônibus, profissionais portuários e em integrantes das forças de segurança termine no fim de junho.

Segundo a Secretaria da Saúde, o estado tem 4 milhões e 80 mil pessoas que se encaixam nessa etapa de imunização.

“O ministro da Saúde prevê que até 15 de junho essa etapa seja concluída. No entanto, por causa da demora na entrega de insumos, trabalho com a hipótese de 30 de junho. Ainda vai demorar de 30 a 45 dias para abrirmos a vacinação para todas as pessoas de forma geral”, concluiu Beto Preto

“Agindo Deus, quem impedirá?” Is 43:13

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