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Projeto Viver e Conviver com o Autismo é lançado na rede municipal de ensino

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A Autarquia Municipal de Educação, por meio do Centro de Apoio Multiprofissional Escolar (CAME), lançou na tarde de ontem (31/03) o Projeto “Viver e Conviver com o Autismo” que visa dar suporte às famílias apucaranenses que têm filhos diagnosticados com este transtorno.

A iniciativa prevê que encontros mensais sejam realizados entre os profissionais do CAME e os pais de alunos autistas matriculados na rede municipal de ensino. “Nessas reuniões as famílias poderão dividir entre si suas preocupações, angústias, vitórias e conquistas, formando uma rede solidária. Além de sanarem suas dúvidas com os psicólogos, psicopedagogos e demais especialistas que estarão disponíveis,” explicou a coordenadora municipal da Educação Especial, professora Léia Sofia Viale.

Atualmente, 11 crianças autistas frequentam regularmente as escolas e CMEIs municipais, sendo dez meninos e uma menina. “Entre outros direitos, esses alunos têm garantidos a presença constante de um professor de apoio em sala de aula, o acompanhamento sistemático dos profissionais do CAME e o encaminhamento para especialistas da área da saúde, conforme a necessidade de cada um,” acrescenta Léia Sofia.

A secretária municipal de educação, professora Marli Fernandes, afirmou que a oferta de uma educação de qualidade para todas as crianças, independente de suas limitações ou particularidades, é prioridade da atual gestão.  “Por isso, nós estamos reformando nossos prédios escolares, adequando-os às normas de acessibilidade estabelecidas pelo Ministério da Educação, e ofertamos o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e do Sistema Braille nas unidades que atendem a alunos surdos ou cegos,” disse.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida, devido principalmente a influência genética, e compromete as habilidades de comunicação e de interação social do indivíduo.

“Eu mudei para Apucarana há dois anos e confesso que foi um grande desafio fazer a troca de escola e as adaptações na rotina do meu filho João Pedro, de dez anos, que é autista. Mas nós fomos muito bem acolhidos pelos professores e funcionários da Escola Gabriel de Lara e ganhamos todo o amparo e o acompanhamento necessários dos profissionais do CAME e do CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantil). Em menos de seis meses matriculado na rede municipal, o meu filho, que até então só rabiscava, começou a ler e a escrever. Hoje ele já está no 5º ano,” elogiou Fernanda Seixas, acrescentando que o projeto Viver e Conviver com o Autismo será importante para que ela e seu marido possam auxiliar cada vez mais João Pedro na superação de suas dificuldades diárias.

Além da secretária Marli Fernandes, dos profissionais do CAME e dos familiares de alunos autistas da rede municipal, participaram do lançamento do projeto Viver e Conviver com o Autismo a ativista Cintia Costa de Paula e as professoras Silvana Delli Colli Morales, Queidma Harshe e Kátia Regina Martins Bilotti, que são as responsáveis pela área de Educação Especial do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana.

Campanha Light It Blue – Para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a Catedral Nossa Senhora de Lourdes ficará iluminada em azul neste sábado (02/04), a partir das 20 horas. A cor foi definida pela Organização das Nações Unidas como o símbolo da data porque o transtorno possui maior incidência em pessoas do sexo masculino.

“Haverá ainda na Praça Rui Barbosa muitos brinquedos para as crianças e um telão informativo sobre as características e sinais do transtorno, os direitos da pessoa autista e os lugares onde as famílias podem buscar tratamento. Contamos com a participação da comunidade,” convidou Cintia.


 

A organização Mundial da Saúde estima que existam 70 milhões de pessoas com autismo no mundo, sendo 2 milhões no Brasil. Em Apucarana, um levantamento feito na rede de saúde e de educação, incluindo os atendidos pela APAE, apontou que existem 80 autistas. “Mas acreditamos que há subnotificação, pois a Organização Mundial da Saúde estima que em cada grupo de mil pessoas existe entre um e dois casos.