Sergio Moro detalha propostas e reforça oposição em evento em Apucarana

Após visita a Apucarana, Sergio Moro agradeceu a recepção e reforçou, em evento de pré-campanha, um discurso centrado em segurança pública e responsabilidade fiscal. Lideranças políticas e simpatizantes do PL e do Novo se reuniram neste sábado (11) no norte do estado, com críticas ao Governo Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), e defesa de propostas para o Paraná.

O encontro ocorreu na Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea) e contou com a presença de prefeitos, vereadores e deputados de quase 30 municípios da região. Em postagem de agradecimento, Moro escreveu: “Nossa capital nacional do Boné me recebeu de braços abertos! E o pensamento otimista sobre um futuro melhor para o Paraná e o Brasil na cabeça!”

Senador e pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PL, Moro detalhou parte de seu projeto para o estado, tratando o combate à corrupção como meio de garantir investimentos básicos. Ele também endureceu o tom em relação à criminalidade. “Nós queremos que o criminoso pense 10 vezes antes de cometer um crime no estado do Paraná. A opção dele vai ser ou mudar de estado ou mudar de profissão. Vamos ter aqui o nosso presídio estadual de segurança máxima aos moldes dos presídios federais e vamos mandar um recado poderoso ao mundo do crime e ao crime organizado: se quiser violar a lei, não faça no Paraná porque esse vai ser o seu ponto final”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de convivência com um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moro rechaçou qualquer aliança. “Olha, eu não quero nem pensar nessa hipótese de o Lula ser reeleito porque ele tá fazendo uma tragédia com o nosso país, moral e econômica. Mas se isso acontecer, e só coloco isso como hipótese, nós precisamos ter à frente do Palácio Iguaçu gente que não se dobra ao Lula, gente que não vire um aliado dele”, afirmou.

Pré-candidato ao Senado, o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) direcionou críticas ao STF, acusando a corte de invadir competências de outros poderes e afastar investimentos pela insegurança jurídica. “O STF hoje desestabiliza o Brasil, ele quebra a segurança jurídica. Um país para prosperar, ele precisa de ordem. Olha a nossa bandeira, é ordem e progresso, e não o contrário. Você precisa de uma base de justiça. E o Supremo Tribunal Federal gera insegurança jurídica, o que faz com que as pessoas não investam”, disse.

Sobre sua situação jurídica para a disputa deste ano, Dallagnol foi categórico: “O meu nome está confirmado. Quinze decisões da Justiça Eleitoral já confirmaram que eu estou sim elegível. Nós vamos fazer o registro no momento adequado”.

Aliança consolidada no Paraná

Também pré-candidato ao Senado, o deputado federal Filipe Barros (PL) celebrou a recepção nas cidades do interior e a costura política entre as principais legendas de direita no estado. “Nós estamos muito animados. É muito gratificante nós, eu, Deltan e Moro andando pelo estado do Paraná inteiro sendo bem recebidos em todas as regiões do estado. A população cada vez mais entende a importância das eleições desse ano”, declarou.

O deputado estadual Delegado Jacovós (PL), pré-candidato à reeleição, destacou promessas estruturais do grupo, com foco em controle e policiamento ostensivo. “É certeza de combate à corrupção em todos os níveis. O senador Sergio Moro vai criar uma agência anticorrupção. É certeza de que nós teremos policiais sim físicos nas cidades, efetivos, e a certeza, principalmente, de muito zelo com cada centavo do dinheiro do paranaense”, concluiu.

Fonte: Redação

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