Reconhecido como Denominação de Origem pelo INPI, o Café Serra de Apucarana inaugurou um novo ciclo de valorização para a cafeicultura regional. A certificação foi apresentada oficialmente aos produtores nesta quarta-feira (25/02), na sede da Cooperativa dos Cafeicultores de Pirapó (Coocapi), no Distrito de Pirapó, e promete ampliar oportunidades de mercado, fortalecer a identidade produtiva e projetar o território para novos patamares de competitividade.
O encontro reuniu lideranças locais e estaduais, entre elas o prefeito em exercício de Apucarana, Marcos da Vila Reis, e o secretário estadual da Agricultura, Marcio Nunes. “Todo o esforço valeu a pena. Os cafeicultores foram persistentes e mantiveram a produção mesmo após adversidades, como a grande geada de 1975. Muitos trocaram de atividade, mas aqueles que permaneceram mantiveram a vocação agrícola e seguiram firmes no cultivo. Essa dedicação é o que hoje garante o reconhecimento oficial e transforma a certificação em uma grande porta de oportunidades”, avaliou Marcos da Vila Reis.
Para ele, o selo posiciona o café da Serra de Apucarana como produto diferenciado e de alto valor agregado. “O café desta região ganha um nome, um selo, uma marca forte. Isso abre portas no Paraná, no Brasil e até fora do país, agregando valor ao produto e representando uma ferramenta concreta de desenvolvimento econômico e geração de renda”, pontuou.
Marcos da Vila Reis destacou ainda que a Indicação Geográfica delimita a área formada por Apucarana, Arapongas e Cambira, garantindo proteção ao nome e segurança ao consumidor. “A iniciativa foi conduzida pela Associação dos Cafeicultores de Apucarana, consolidando uma construção coletiva que envolve cooperativas, entidades técnicas e produtores familiares”, afirmou.
O secretário municipal de Indústria e Comércio, Emerson Toledo, reiterou que o selo amplia a competitividade e fortalece a economia local e regional. “O registro é mais que um certificado técnico. É instrumento de desenvolvimento, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, salientou.
Solo, clima, altitude e técnicas de cultivo
O secretário municipal de Agricultura, Wendel Metta, explicou que o café produzido na região resulta da combinação entre solo, clima, altitude e técnicas de cultivo. “Entre os fatores naturais, destaca-se o relevo. A região possui altitudes superiores a 700 metros acima do nível do mar. Isso contribui para a maturação mais lenta dos grãos, o que melhora tanto a produtividade quanto a qualidade do café”, observou.
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O clima também é determinante. Apucarana apresenta clima úmido mesotérmico, com chuvas bem distribuídas e baixa ocorrência de déficit hídrico. A temperatura média anual é de 20,6 °C, dentro da faixa considerada ideal para o cultivo do cafeeiro, entre 19 °C e 21 °C.
Além dos fatores naturais, a documentação apresentada para a certificação evidencia a importância do saber-fazer dos produtores locais. “O uso de técnicas modernas aliadas ao conhecimento tradicional, especialmente nos processos de colheita e torra, contribui para preservar e realçar as características do café da região”, ressaltou. Como resultado, o Café Serra de Apucarana apresenta perfil sensorial próprio, com acidez equilibrada, notas frutadas e predominância de melaço.
Presenças
O evento contou ainda com a presença do secretário estadual da Saúde, Beto Preto; do superintendente do Trabalho e Qualificação, Neno Leiroz; do vereador Moisés Tavares, líder do prefeito Rodolfo Mota na Câmara; de Carlos Bovo, presidente da Associação dos Cafeicultores de Apucarana; e de Nilton Fornaciari, presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de Pirapó (Coocapi).
Juntamente com o certificado, foi entregue um troféu simbólico com a logomarca das instituições que participaram da conquista: Associação dos Cafeicultores de Apucarana, Prefeitura de Apucarana, Sebrae, Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR), Governo do Paraná e Território Empreendedor Vale do Ivaí.
Fonte: Redação
