Agentes ambientais contratados pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) estão percorrendo bairros de Arapongas para orientar moradores sobre o sistema de esgotamento sanitário e vistoriar as ligações de esgoto. O objetivo é identificar eventuais irregularidades na interligação dos imóveis à rede coletora. Ao longo dos próximos meses, mais de 3.600 imóveis serão verificados.
“Inicialmente, queremos reforçar as informações sobre a importância do saneamento e da participação de cada cidadão para as boas condições sanitárias e ambientais das cidades. As equipes contratadas para as vistorias, para além do procedimento prático, procuram orientar o morador e deixar claro os aspectos técnicos e legais que implicam o devido destino para o esgoto doméstico”, detalha o superintendente Operacional da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite Gonçalves.
Como funciona a vistoria
A verificação depende da entrada no imóvel para checagem das instalações hidráulicas em cada ponto de geração de esgoto, como cozinha, banheiros e áreas de serviço. São utilizados corantes biodegradáveis, à base d’água e com cores distintas, que indicam se o direcionamento dos despejos foi feito corretamente.
Também são examinados os pontos de coleta de água de chuva, como ralos e tanques descobertos, a fim de evitar que pluviais sejam lançados indevidamente na rede coletora de esgoto.
Principais bairros
💬 Grupo do WhatsApp
Em Arapongas, os trabalhos se concentram na região sul e ocorrerão nos próximos meses. A empresa responsável é a prestadora de serviços Rachid e Martins. As equipes percorrerão imóveis dos jardins Metropolitan I e II, Paraíso, Paulino Fedrigo, Herminio Maria I e II, Brasil, Casa Branca, Teresa M. Bononi, Columbia I, II, III e IV, Coroados, Planalto, Café e San Pablo; dos conjuntos residenciais Moradas Piacenza, Padre Bernardo Merckel, Bussadori, Palmares, São Bento, Alto da Boa Vista, Arapongas III e Mario Ribeiro Rezende; além da Vila Simoni e dos Parques Industriais IV e XI.
Identificação e segurança
Como medida de segurança, os agentes trabalham uniformizados e com crachás que os identificam como prestadores de serviço da Sanepar. Em duplas ou trios, eles portam formulários com dados do titular e matrícula do imóvel. Em caso de dúvida, os clientes podem contatar a Sanepar pelo telefone 0800 200 0115.
Irregularidades e prazos
É recomendado que ao menos um morador acompanhe a vistoria. Caso sejam encontradas irregularidades, é emitida uma notificação com prazo para adequações e previsão de segunda vistoria de checagem. “Os técnicos explicam detalhadamente situações que possam comprometer o funcionamento da rede ou causar danos ao meio ambiente, e, então, formalizar notificação para que a correção da irregularidade ocorra”, explica o técnico da Sanepar Silvio Fachini, que supervisiona o trabalho na região.
As normas construtivas determinam que a água da chuva seja direcionada às galerias de águas pluviais (operadas pelo município) ou escoe em solo/grama. Já os pontos que geram esgoto doméstico — como pias, tanques e vasos sanitários — devem ser canalizados para a rede coletora implantada pela Sanepar.
Segundo Fachini, o lançamento irregular de gordura na rede pode causar entupimentos, mau cheiro dentro do imóvel e até transbordamento no passeio público. Ele destaca ainda a inexistência de caixa de gordura como uma irregularidade grave.
Consequências e orientações sobre fossas
O refluxo de esgoto pelos ralos pode ocorrer pela combinação de irregularidades, como o lançamento de água de chuva, gordura e resíduos sólidos na rede coletora. O problema muitas vezes afeta imóveis vizinhos, mas também pode prejudicar a própria residência.
Outra situação identificada nas vistorias é a permanência de fossas. Para quem teve autorização de interligação à rede coletora, a primeira providência é aterrar a fossa sanitária. Por segurança, não se deve usar entulhos: o correto é utilizar apenas terra ou areia com compactação, evitando risco de afundamento.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
