Após um temporal severo com ventos de quase 125 km/h na noite desta segunda-feira (21), o prefeito de Apucarana (PR), Rodolfo Mota (União Brasil), acionou as coordenações estadual e nacional da Defesa Civil em busca de suporte emergencial para o município. A prioridade é o envio de telhas, lonas e materiais de apoio, enquanto a cidade ainda não conseguiu contabilizar o total de imóveis atingidos.
“Conversamos com a coordenação estadual da Defesa Civil para que eles possam nos ajudar no fornecimento de lona, de telha. Defesa Civil Nacional nós já temos um contato com eles, porque a gente não tem a menor ideia ainda da quantidade de pessoas afetadas, mas pela fila que a gente tá registrando aqui nesse momento, realmente, é algo que ouvi relatos aqui de pessoas que são pioneiras na cidade e nunca viram algo parecido”, declarou o prefeito durante atendimento à população no quartel do Corpo de Bombeiros.
Força-tarefa e apoio regional
Além do contato com os governos estadual e federal, Apucarana recebe reforços de municípios vizinhos. “Conversei com o prefeito de Arapongas, Rafael Cita, lá foram poucas ocorrências. Então, já encerraram o atendimento lá, e vai mandar uma equipe para cá para nos ajudar também”, relatou Mota.
Na cidade, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal e servidores de todas as secretarias foram mobilizados para as ruas. No distrito de Vila Reis, a entrega de lonas foi descentralizada sob a supervisão do vice-prefeito para atender famílias em situação de vulnerabilidade. “Nós vamos fazer uma entrega de lonas ao longo dessa noite e da madrugada lá no distrito porque é bastante longe para eles virem aqui. Tem muita pessoa em situação de vulnerabilidade que sequer conseguiria chegar aqui”, disse o prefeito.
Danos, energia e situação das vítimas
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Com metade da cidade sem energia elétrica, as autoridades ainda não conseguiram contabilizar o número exato de imóveis danificados e árvores derrubadas. Segundo Mota, o vendaval destelhou parcialmente a Catedral Basílica Menor e causou danos generalizados em empresas e comércios da área central.
“Não estamos tendo o registro de nenhuma vítima. Essa é a primeira frase que a gente precisa dizer nessa noite. Muito susto, muita gente chorando, desesperada. Crianças, idosos, pessoas acamadas”, afirmou. De acordo com o prefeito, houve apenas relatos de ferimentos leves causados por pequenos destroços ou granizo. “Nenhum registro de ocorrência hospitalar, de necessidade de Samu ou de qualquer outra coisa nesse sentido.”
O balanço de imóveis atingidos e a extensão total dos danos ainda não foram divulgados. As equipes seguem nas ruas e o abastecimento de insumos, como lonas e telhas, é tratado como prioridade imediata pelas autoridades municipais.
Fonte: Redação
