A Polícia Civil de Apucarana investiga a suspeita de exploração sexual de uma menina de 10 anos após a prisão da mãe da criança e de um homem de 58 anos. O flagrante ocorreu durante uma abordagem da Polícia Militar a um carro estacionado na noite desta quarta-feira (14). Segundo as informações policiais, a menina estava no banco do passageiro, ao lado do homem, que foi encontrado com as calças abaixadas e os órgãos genitais expostos. A mãe foi presa na residência.
Os dois foram encaminhados à delegacia. Conforme o relato, o caso envolve investigações por favorecimento à prostituição de crianças e adolescentes, estupro de vulnerável e abandono de incapaz.
Versões contraditórias e vínculo do suspeito
De acordo com a delegada Luana Lopes, a polícia já havia recebido informações extraoficiais sobre uma possível exploração sexual dos filhos pela mulher. A apuração busca esclarecer essas suspeitas e a relação do homem com a família. Nos relatos colhidos, a criança e os irmãos deram explicações diferentes sobre quem seria o investigado.
“Chamamos a vítima e as irmãs, ela tem um irmão, para conversar e ver acerca dessa situação. Todos eles negam. As versões são bem contraditórias quando a gente pergunta acerca do indivíduo, quem é esse indivíduo. Uns falam que é amigo da mãe, outros falam que é amigo de uma irmã, outro fala que é amigo da vítima. Ninguém sabe dizer exatamente quem é esse indivíduo, da onde veio”, revelou a delegada à imprensa.
A polícia também apura relatos de que o homem frequentava o endereço, mas permanecia no carro, onde conversava com as meninas. Ao falar sobre a abordagem, a criança apresentou versões diferentes: inicialmente negou ter visto o homem com as calças abaixadas e, depois, disse que ele havia aberto o botão porque teria comido demais em uma festa de aniversário. Segundo a delegada, a Polícia Civil investiga se a menina sofre pressão para proteger a mãe.
Perícia e próximos passos
Os celulares dos dois presos foram apreendidos e serão encaminhados à perícia. A análise deverá auxiliar na busca de elementos para esclarecer os fatos.
Também está previsto um depoimento especial da criança. Conforme as informações apresentadas, ainda não havia definição sobre o encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML).
Fonte: Redação
