A esposa do influenciador Lito Souza, do canal Aviões e Música, informou em vídeo que ele recebeu o diagnóstico da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição rara, sem tratamento e associada à perda de movimentos e demência.
No depoimento, publicado nesta sexta-feira (21), Mila disse que a confirmação levou semanas e relatou piora recente do quadro motor. “Nas últimas semanas ele já perdeu bastante movimento, mas a lucidez dele ainda está íntegra”, afirmou, emocionada.
Segundo ela, Lito deverá permanecer em home care — tratamento hospitalar em casa — e contará com o apoio de um cuidador.
O influenciador havia divulgado em julho um diagnóstico de câncer de próstata. No início de agosto, contou que notou uma dormência anormal no braço esquerdo durante o tratamento oncológico e, após uma viagem aos Estados Unidos, decidiu antecipar o retorno ao Brasil para investigar o problema. Ao ser atendido, recebeu o diagnóstico de inflamação no cérebro. Depois desse episódio, ainda de acordo com Mila, uma série de exames confirmou a DCJ.
O que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob
A DCJ é uma doença priônica humana — rara, neurodegenerativa, progressiva e sem cura. Geralmente começa com demência, perda de memória e tremores, evoluindo com outros sinais neurológicos que afetam diferentes regiões do cérebro simultaneamente.
A enfermidade integra o grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET), assim denominado pela capacidade de transmissão e pelo efeito característico no tecido cerebral, que passa a exibir um padrão “esponjoso” quando analisado.
Segundo o neurologista José Bauab, o príon se instala no neurônio e o intoxica progressivamente, comprometendo também a glia, tecido de suporte aos neurônios. “As partículas proteicas entram dentro do neurônio, intoxicam o neurônio, e vão tendo um comportamento absolutamente destrutivo e tóxico na célula”, descreve.
A doença é considerada rara, com poucos registros no mundo desde a primeira notificação, nos anos 60. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, entre 2005 e 2021 foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos de DCJ; desse total, 34% foram confirmados — cerca de 547 casos em 16 anos.
Segundo o boletim epidemiológico, a distribuição de casos confirmados inclui: São Paulo (202), Minas Gerais (57), Paraná (44), Rio de Janeiro (38) e Rio Grande do Sul (35).
Fonte: Redação
