“A queda de Nicolás Maduro é a notícia mais importante da década”, afirmou neste sábado (3) o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn). Para ele, “o regime inaugurado por Hugo Chávez há mais de 20 anos chega ao fim para o bem de toda a América Latina”.
O parlamentar classificou o governo de Maduro como “o principal regime narcotraficante de toda a região” e disse que a mudança na Venezuela representa um marco político. “Com a derrubada de Maduro, cai também o principal regime narcotraficante de toda a região”, declarou.
Barros lamentou o que descreve como perda de relevância do Brasil no episódio. Segundo o deputado, “durante toda a operação dos EUA, desde os últimos meses de 2025, não fomos consultados em nada. Washington desenhou uma operação para pôr fim a um regime ilegítimo, na nossa fronteira e, apesar de nossa tradição diplomática, fomos ignorados”.
Ele disse ainda que irá, formalmente, parabenizar Donald Trump pelo êxito da operação que, nas palavras do parlamentar, encerra “um regime totalitário, violador dos direitos humanos, sustentado pelo crime organizado e baseado no terror”.
O presidente da Credn informou também que pretende apresentar uma moção de louvor ao governo dos Estados Unidos pela execução de “uma operação cirúrgica em que nenhum civil perdeu a vida”.
Em publicação no X, Barros escreveu que “o narcoregime de terror que Maduro vem plantando há anos colhe hoje a reação necessária (e louvável) de Donald Trump. Tenho certeza que este 3 de janeiro é um novo dia da independência para o povo da Venezuela”.
Repercussão
Na avaliação de Filipe Barros, a queda de Maduro terá forte impacto político e econômico em toda a região. Ele afirmou que, nas próximas semanas, “muitas revelações de como o regime chavista financiou campanhas eleitorais com dinheiro do narcotráfico, incluindo no Brasil, deverão sair à luz”.
O deputado também disse que “a Venezuela de Chávez e Maduro, com forte aparato cubano, sempre foi o pilar central do Foro de São Paulo, um mecanismo dedicado a interferir e desestabilizar países governados pela direita na América Latina”. Segundo ele, “o ex-general Hugo Carvajal, preso nos EUA, já delatou esses esquemas e Maduro, certamente, terá muito mais a dizer para salvar a própria pele”.
Informações adicionais sobre a operação e detalhes oficiais não foram divulgados no material.
Fonte: Assessoria de imprensa da Credn
