Dezesseis dias após o temporal que atingiu Apucarana em 21 de setembro, uma família do Loteamento Central/Jardim Trabalhista segue sem energia elétrica em casa. A moradora Isabele Alves, de 24 anos, relatou à reportagem a rotina de transtornos e o pedido de ajuda para solucionar o problema.
Segundo Isabele, uma árvore de grande porte caiu em frente ao imóvel durante a tempestade e danificou o padrão de energia da residência. Ela afirma que a Copel esteve no local posteriormente e removeu os fios que ficaram caídos, mas a energia não foi restabelecida até agora.
Promessas de religação e espera sem resposta efetiva
Desde então, a família diz ter procurado a companhia diversas vezes, presencialmente e por telefone. De acordo com a moradora, a resposta recebida é de que uma equipe seria enviada ao endereço para a religação, o que não aconteceu até o momento.
“Várias vezes entramos em contato com a Copel. Eles falam que não têm nada, nenhum chamado em aberto. Sempre falam que ‘até tal hora estarão aí’ ou que dentro de tantas horas ou dias estarão aqui, mas até agora nada”, relatou.
Rotina comprometida e prejuízos
A falta de energia tem afetado o dia a dia dos moradores. Isabele conta que a família precisa recorrer a parentes para atividades básicas, como tomar banho e carregar celulares. Em período de conclusão do TCC, ela afirma que não consegue estudar adequadamente em casa.
“Estamos dependendo de familiares para poder tomar banho, carregar celular e, eu, para estudar, pois estou em época de TCC e sem luz não consigo estudar. Roupa não estamos conseguindo lavar. A geladeira está vazia, porque sem energia não tem como guardar nada. O que tinha estragou tudo.”
Além dos prejuízos com alimentos, a família destaca que uma idosa de 96 anos mora na residência, o que agrava a preocupação. “Temos uma senhora aqui de 96 anos e sempre que ligamos lá falam a mesma coisa. Está desesperador e não sabemos mais o que fazer.”
Árvore tinha pedido de remoção e padrão foi reparado
Isabele afirma que a árvore que caiu já tinha pedido de retirada antes do incidente. “A árvore estava protocolada para ser removida há meses na Justiça”, disse.
Segundo a moradora, a queda danificou o padrão de energia da casa, que já foi reparado pela família. Hoje, de acordo com ela, seria necessária apenas a religação do serviço. “Fizemos todo o padrão aqui, então era só eles virem e religarem a energia.”
Desgaste emocional
Para além dos prejuízos materiais, os 16 dias sem energia têm provocado desgaste emocional entre os moradores. “Estamos estressados. Viver sem energia é péssimo. Chega à noite aquele silêncio, sem ter o que fazer. Querendo ou não, mexe com o psicológico da gente.”
Fonte: Redação
