Arapongas lança Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora

Com foco em garantir um ambiente familiar seguro e acolhedor para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, a Prefeitura de Arapongas lançou oficialmente o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) na manhã desta quarta-feira (09), no Cine Mauá. A solenidade reuniu a vice-prefeita Édina Kümmel, que representou o prefeito Rafael Cita, o juiz da Vara da Infância e da Juventude, Alberto Moreira Côrtes Neto, o promotor de Justiça Marcos Vinicius Pesenti, Marcelo Beffa (CMDCA), além de secretários, servidores municipais, vereadores e a comunidade.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), “o SFA é um serviço do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que possibilita o cuidado temporário em casa de famílias acolhedoras para uma criança ou adolescente que, no momento, não pode permanecer na sua família de origem. Essas famílias são selecionadas e recebem formação para oferecer atenção adequada para cada criança e adolescente sob seus cuidados”.

De acordo com a pasta, “o retorno seguro para a família de origem é o que se busca para as crianças e adolescentes afastados do convívio familiar. Essa é a proposta do Serviço Família Acolhedora. Transformar as dificuldades de hoje em possibilidades de futuro”.

Como funciona e onde buscar atendimento

O funcionamento do SFA foi detalhado em palestra pela assistente social Cassiana Kreher e pela psicóloga Bruna Rafael Farias, que integram o serviço. Os atendimentos estão ocorrendo na sede do Centro de Convivência do Idoso (CCI) Tia Sú, na Rua Gavião-Preto, nº 439, Jardim Vale Petrópolis.

Cassiana ressaltou que “a família acolhedora não é o destino final dessa criança ou adolescente. Ela é uma ‘ponte’, quando essa criança ou adolescente precisa que alguém segure a mão dela durante essa travessia. A família acolhedora não vai apagar a história e não substitui ninguém. Tem a função de proporcionar afeto, proteção, cuidado, estabilidade emocional durante aquele determinado momento da sua história”.

Bruna detalhou que “família acolhedora não é adoção e não é abrigo. A família acolhedora e o abrigo institucional são medidas de proteção: existe um caráter excepcional e provisório”. Segundo ela, “família acolhedora é a criança ou adolescente acolhida/o na casa de uma família, em que o cuidado é bem individualizado”, enquanto no abrigo institucional “existe ali uma rotatividade de funcionários, um revezamento em turnos de trabalho e uma rotina adaptada para o atendimento coletivo”. Ela completou: “Família acolhedora é um trabalho social, com começo, meio e fim. O cuidado é temporário, que pode durar uma semana, ou o tempo máximo que é 1 ano e 6 meses”.

Rede integrada e prioridade à convivência familiar

Para o Ministério Público, a efetividade do SFA depende da articulação entre serviços. O promotor destacou que a “rede de proteção do município tem que estar entrelaçada, tem que estar ligada, trabalhando em conjunto. Não adianta nada ter o serviço de acolhimento familiar, ter o serviço do abrigo de proteção institucional, se trabalha isolado”. E reforçou o objetivo: “Vamos trabalhar para que cada vez menos utilizemos o abrigo e cada vez mais as famílias acolhedoras”.

O juiz frisou que “o lançamento (do SFA) demonstra, na verdade, um compromisso concreto com a proteção integral e com a garantia dos direitos das nossas crianças e dos nossos adolescentes”. Para ele, “estamos fortalecendo uma política pública que coloca a criança no centro da nossa atuação. Que possamos construir, então, um programa família acolhedora que seja forte, que seja responsável e que sobretudo seja humano”. E completou: “Que possamos fortalecer cada vez mais a nossa rede de proteção aqui do município de Arapongas e que cada criança que precisa ser acolhida encontre não apenas proteção, mas também aquilo que nenhuma política pública pode oferecer sozinho. Vínculo, pertencimento, afeto e a certeza de que existem adultos comprometidos em cuidar daquela criança e daquele adolescente”.

Expressão cultural na abertura

A cerimônia teve abertura com apresentação de dança de uma das turmas da ONG Arte & Vida, sob comando da coreógrafa Ana Júlia Fornazieri, reforçando o caráter humanizado e comunitário da iniciativa.

Fonte: Redação

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