Apucarana renegociou sua dívida com a União e, segundo o prefeito Rodolfo Mota, deixa para trás o rótulo de cidade mais endividada do Brasil. A administração municipal afirma que o novo arranjo considera a capacidade real de pagamento do município, garantindo responsabilidade fiscal sem comprometer serviços e investimentos.
O prefeito lembrou que o município chegou a ser destaque negativo na imprensa, superando até capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. “Com essa renegociação, tiramos essa marca negativa que por anos assombrava o Município. Apucarana não é mais a cidade que tem a maior dívida do Brasil”, comemorou.
Ele recordou que, em 10 de setembro, houve o sequestro de R$ 6 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para pagamento da dívida bilionária com a União. Na sequência, o Município obteve liminar no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, suspendendo por seis meses a dívida.
Rodolfo Mota ressaltou que o significado do acordo vai além dos números. “Trata-se de um legado para o futuro, com impacto direto na capacidade de investimento do município, na retomada de obras, no acesso a crédito e na recuperação da credibilidade financeira de Apucarana perante órgãos federais e instituições bancárias, o que a vida das pessoas”, destacou.
Segundo ele, o acerto é fruto de um trabalho técnico, jurídico e institucional conduzido com foco no interesse público. “Estamos virando a página de uma dívida que se arrastava há décadas. Essa renegociação devolve previsibilidade ao município e cria condições reais para cuidar melhor das pessoas e construir o futuro de Apucarana”, afirmou.
Repercussão e bastidores
A deputada federal Luísa Canziani classificou o desfecho como uma conquista coletiva. “A conquista exigiu coragem política e responsabilidade fiscal, qualidades essenciais para qualquer gestor público comprometido com o futuro da cidade”, disse, destacando o fato de Apucarana deixar de ser a cidade mais endividada do Brasil, uma “virada de página” na história local.
O deputado estadual Jacovós chamou o acordo de “registro histórico” e afirmou que, além da redução da dívida, o município assegurou mais de R$ 100 milhões em recursos em apenas um ano. “Somado com a conquista anunciada hoje, isso resulta em R$ 900 milhões em ganhos diretos, o que fortalece a capacidade de investimento e beneficia toda a população”, destacou.
Ao longo da renegociação, o prefeito participou de mais de 30 agendas, entre ligações telefônicas e reuniões presenciais em Brasília e no município. Muitos contatos foram com Edward Jacomo do Couto Souza, assessor da diretoria de governo do Banco do Brasil, que participou do evento por videochamada. Ele avaliou que a solução é o melhor caminho institucional e pode servir de referência para outras cidades, elogiando a iniciativa e a persistência da gestão.
O anúncio foi feito no Salão Nobre, seguido de coletiva de imprensa, com a presença dos vereadores Danylo Acioli, Gabriel Caldeira, Tiago Cordeiro, Eliana Rocha, Sidnei da Levelimp, Pablo da Segurança, Luciano Facchiano e Guilherme Livoti (de forma remota), além de representantes de entidades da sociedade civil e integrantes das forças de segurança.
Rodolfo Mota também citou parlamentares que contribuíram para o resultado, ainda que ausentes no ato: o deputado estadual e secretário estadual do Trabalho, Do Carmo; Marco Brasil, secretário da Indústria Comércio e Serviços do Paraná; o deputado estadual Arilson Chiorato; e o deputado federal Felipe Francischini.
De acordo com a administração municipal, a redução expressiva do passivo fortalece a saúde fiscal, amplia a capacidade de investimento e dá mais segurança para a execução de projetos estruturantes. Embora o acordo seja um passo decisivo, o processo de reconstrução financeira segue em andamento, com transparência, responsabilidade e compromisso com a população.
Fonte: Redação
