Apucarana iniciou nesta segunda-feira (11/05) um movimento para transformar o boné produzido no município em produto reconhecido oficialmente pela sua origem e qualidade. A Prefeitura assinou contrato com o Sebrae para dar início ao processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) do Boné de Apucarana, certificação que vai proteger o nome “Apucarana” na produção de bonés, ampliar o valor do produto e abrir portas para novos mercados nacionais e internacionais.
O prefeito Rodolfo Mota afirmou que o selo representa um novo patamar para a indústria local e posiciona Apucarana como referência pioneira no Paraná, fazendo paralelo com o café da Serra de Apucarana, que já possui IG e está em processo de exportação para Europa e Estados Unidos. “A IG do Boné será a primeira de um produto totalmente industrializado do Paraná, consolidando Apucarana como pioneira nesse segmento”, salientou.
Ele ressaltou que o selo de origem não apenas valorizará o produto no mercado de consumo, garantindo procedência e qualidade, mas também abrirá portas para exportações, “especialmente com o novo acordo entre Mercosul e União Europeia, que facilita a entrada de produtos com esse tipo de certificação”. De acordo com Rodolfo Mota, o Município está investindo R$ 55 mil no processo de certificação, com contrapartida do Sebrae. “Além disso, anunciamos no mesmo ato um investimento municipal de R$ 120 mil para ofertar 240 vagas de cursos profissionalizantes destinados especialmente ao setor de confecções”, completou.
Selo vai beneficiar toda a cadeia produtiva
Para Emerson Toledo, secretário municipal de Indústria e Comércio, Apucarana, maior polo do vestuário do Paraná e Capital Nacional do Boné, verá impactos em toda a rede produtiva. “A valorização do boné de Apucarana beneficiará toda a cadeia produtiva, desde os empregadores até as costureiras, impulsionando o desenvolvimento econômico da cidade”, avaliou.
Tiago Cunha, consultor do Sebrae em Apucarana, detalhou que o processo para pleitear a Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) envolve um trabalho documental extenso. “O registro é conferido a produtos ou serviços característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de distingui-los em relação aos similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam qualidade única e um saber fazer consolidado”, explicou.
O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA), Elio Pinto, relembrou a trajetória construída ao longo das últimas décadas para fortalecer a indústria de confecções no município, destacando a união entre Acia, Sivale, empresários e instituições de ensino na formação de mão de obra especializada. “O novo investimento em capacitação e o IG do Boné reforçam a necessidade permanente de qualificar trabalhadores para acompanhar a evolução tecnológica”, pontuou.
Já Jayme Leonel, presidente do Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés e Confecções, citou que o setor vem aumentando o volume de exportações e realizando rodadas de negócios, reforçando o impacto positivo que a IG trará para o segmento. “Essa certificação será fundamental para o setor do boné, fortalecendo e valorizando o produto de Apucarana”, ressaltou.
Neno Leiroz, gerente da Agência do Trabalhador e superintendente do Trabalho e Qualificação, afirmou que a conquista representa um novo marco para a principal vocação econômica de Apucarana. Segundo ele, mesmo após quase 16 anos do reconhecimento oficial do município como Capital Nacional do Boné, é agora, na gestão do prefeito Rodolfo Mota, que a cidade avança para consolidar oficialmente essa identidade produtiva por meio da Indicação Geográfica. “Esse é um momento histórico para Apucarana e para todo o setor de confecções, porque fortalece nossa marca, valoriza quem produz e projeta ainda mais o nome da cidade”, disse.
Fonte: Redação
