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Polícia confirma que homofobia motivou homicídio em Novo Itacolomi

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O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, José Aparecido Jacovós, confrmou ontem ter indícios suficientes para classifcar a morte do adolescente transexual Lucas Mateus Dias Pereira, 14 anos, conhecido como Luana, como crime de homofobia. Pereira foi morto a pancadas no dia 13 de abril passado e teve seu corpo jogado em uma lagoa em Novo Itacolomi. De acordo com o delegado, o inquérito não apresentou nenhuma motivação contundente que levasse a outra conclusão a não ser aversão ou rejeição à homossexualidade. “Ficou evidente que os autores do crime – dois adolescentes de 16 e 17 anos – praticaram o crime movidos apenas pela vontade de eliminar um homossexual”, afrmou Jacovós, ressaltando que os autores estão apreendidos em um centro de ressocialização. Outros dois adolescentes que presenciaram o crime, ambos de 16 anos, permanecem soltos por questão de segurança. Segundo o delegado, embora confrmado que eles presenciaram o homicídio e nada fizeram para impedir a morte da vítima, os dois colaboraram com as investigações identificando os autores e aguardarão decisão judicial em liberdade.

Luana, batizada Lucas Mateus, foi morta, depois de se relacionar sexualmente, com consentimento, com os suspeitos, afirma a polícia. O corpo foi atirado em uma represa, ao lado do lago.

Luana já havia relatado ameaças no Facebook, mas, segundo o delegado, não procurou a polícia por esse motivo.

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