Editorial

Editorial Edição 253 – Lula Processa o Brasil

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Através da contratação de escritório de advocacia internacional, o ex-presidente Lula entrou com processo contra o Brasil, na Organização das Nações Unidas (ONU), objetivando anular a decisão da Justiça, que o considerou réu apontado como participante de esquema para barrar o ex-diretor da Petrobrás, Cerveró, de denunciar pessoa muito chegada a ele.

Lula nega todas as acusações contra si, mas a Policia Federal aos poucos está buscando fatos novos, que o colocam, cada vez mais, perto das provas que a justiça busca. Interessante é que o ex-presidente tinha como alvo, na acusação, o juiz Sergio Moro, mas não contava que a acusação viria justamente do lado menos esperado, através do juiz Leite, da Vara Federal do Rio de Janeiro.

Outro fato, segundo analistas experientes, é que a acusação de Lula dificilmente terá o efeito desejado, considerando que o tribunal da ONU atua somente sobre problemas que tiveram todas as instancias percorridas, o que não é o caso, pois Lula ainda tem pela frente a condição de recorrer a outras instâncias.

Além disso, o tribunal se reúne apenas três vezes por ano e, com isso, o processo somente seria discutido em, aproximadamente, dois anos, quando todos os problemas atinentes já estarão resolvidos, aqui mesmo no Brasil.

Ainda, a presidente afastada, Dilma Rousseff, após a apresentação de sua defesa ao Senado, aguarda a tramitação do processo referente ao impeachment, cuja definição deverá ocorrer ainda este mês.

Dificil prever, embora em sessão com voto aberto, o que poderá ocorrer. Já que é certa a atividade da tropa de choque, designada pela presidente afastada, para trabalhar no sentido de reverter votos a seu favor e, com isso, tentar o arquivamento de processo, para poder voltar à cadeira presidencial.

De outro lado, Temer e sua equipe forçam sobre a manutenção dos votos conquistados, para encerrar a briga e, então, consolidar o real inicio do seu trabalho como presidente de fato, através do mandato tampão, até 2018.

O certo é que, enquanto nada fica definido, paga o Brasil, que se mantem parado, na expectativa do que virá pela frente.

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