Em uma visita técnica realizada na quinta-feira (08), representantes da Prefeitura de Arapongas conheceram os meliponários do Parque Municipal Arthur Thomas e do Jardim Botânico de Londrina, com foco na troca de experiências sobre a conservação de abelhas nativas sem ferrão e práticas de educação ambiental.
A comitiva foi formada pelo servidor e meliponicultor Deivid Volpato e pela diretora de Agricultura, Vicky Vergara, com acompanhamento de João Augusto, da ONG Onda Verde. No Jardim Botânico, a equipe também contou com o apoio de uma representante da Secretaria de Meio Ambiente de Londrina.
Conservação e educação ambiental em foco
Durante o percurso, foram observadas espécies como mandaçaia, borá, mandaguari, mirim e jataí, mantidas em caixas sobre palanques, próximas às bordas de áreas de mata preservada. Os meliponários têm ambientes sombreados e placas de identificação, que auxiliam os visitantes a reconhecer as espécies e a compreender o papel desses insetos no equilíbrio ambiental.
Segundo João Augusto, a educação ambiental é essencial para conscientizar a população sobre a importância das abelhas na polinização, especialmente de espécies frutíferas, contribuindo diretamente para a produção de frutos e a manutenção da biodiversidade.
A visita também favoreceu a troca de conhecimentos sobre a escolha das espécies mais adequadas para cada ambiente, o posicionamento das caixas, os cuidados com os meliponários e o manejo das colônias, conforme pontuou Volpato. Outro destaque foi a eficácia das placas educativas em aproximar o público do universo das abelhas nativas e difundir informações sobre sua conservação.
Reflexos para Arapongas
A experiência poderá fortalecer as ações ambientais em Arapongas, especialmente nos parques municipais e em outros espaços de conservação da natureza. No município, o projeto Abelha é Vida, iniciativa da Secretaria de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente (SEASPMA), promove educação ambiental e conscientização sobre a relevância das abelhas sem ferrão e demais polinizadores.
O programa também orienta agricultores familiares sobre a presença desses insetos nas propriedades rurais e sua contribuição para a polinização de hortas, pomares e plantações. Na avaliação da pasta, a troca com Londrina representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos e buscar novas referências para integrar conservação ambiental, biodiversidade e educação da população.
Fonte: Redação
