Claudio Natalino Bagnolli

Máquinas irão substituir médicos e advogados no futuro.

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Você sabia que 47% das profissões possui alto risco de serem automatizadas por máquinas no futuro?

Operadores de telemarketing, restauradores de relógios e bibliotecários são os profissionais com maior probabilidade de substituição por máquinas, até mesmo médicos e advogados, que acreditavam estar completamente imunes à automatização sabem que a tranquilidade deles não passa de uma doce ilusão.

As profissões tradicionais serão desmanteladas dentro de algumas décadas. E profissionais como médicos e advogados lamentavelmente não serão poupados.

Embora as pessoas reconheçam ser alta a probabilidade de que as máquinas assumam os trabalhos rotineiros no futuro, a maioria delas acredita que especialistas humanos sempre serão necessários para os trabalhos difíceis que exigem julgamento (juízo). Mas uma mudança radical no trabalho profissional já está em andamento.

Soluções personalizadas para cada cliente (ou paciente) estão sendo trocadas pela padronização do serviço. E isso está sendo feito em empresas, escolas e hospitais.

Cada vez mais, os médicos estão usando checklists, os advogados dependem de precedentes e os consultores trabalham com metodologias.

À medida que os conhecimentos profissionais e os conhecimentos especializados vão sendo sistematizados, a tendência é coloca-los na rede: disponibilizá-los para todos. Às vezes, como um serviço cobrado; outras vezes, sem nenhum custo; mas, em suma, como open source. Já existem muitos exemplos de serviços profissionais online.

Os profissionais que acreditam estar imunes à automatização costumam sustentar que as máquinas não têm capacidade de julgamento tampouco podem ser criativas ou empáticas, e que essas capacidades são indispensáveis ​​na prestação de serviços profissionais. Mas, esses pressupostos são completamente insuficientes.

Primeiro, porque a maioria das atividades desenvolvidas hoje são rotineiras e baseadas em processos, e por isso não exigem a capacidade de julgamento, criatividade ou empatia.

Segundo, porque pressupor que as máquinas tenham essas três capacidades equivale a antropomorfizar a inteligência artificial, o que é um erro.

Isso porque, ao projetarmos nas máquinas aptidões, emoções e padrões que vemos na natureza humana quando não há qualquer motivo para acreditarmos que essas capacidades estarão presentes nelas ficamos mais distantes de compreender a inteligência artificial.

Para muitos profissionais, a única maneira de fazer com que as máquinas alcancem melhores resultados e superem os melhores profissionais humanos é copiando a forma como esses profissionais trabalham. Mas esse raciocínio é uma verdadeira falácia.

Esses profissionais esquecem que estamos testemunhando o trabalho de máquinas de alta performance que, acima de tudo, não pensam. São sistemas que não replicam raciocínio e pensamento humanos.

As profissões de hoje, da forma como são organizadas, estão rangendo. Elas são cada vez mais inacessíveis, ineficientes e não mais conseguem entregar o mesmo valor em nossas comunidades. Embora a tecnologia não tenha o poder para “curá-las”, ela pode contribuir para mudá-las e, até mesmo, aprimorá-las.