Claudio Natalino Bagnolli

Implantando microchips em humanos

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Algo que poderia ter saído de uma história de ficção científica tem acontecido com certa tranquilidade na Suécia: uma empresa tem transformado funcionários e colaboradores em ciborgues.

A empresa com sede em Estocolmo, na Suécia, e que está transformando seus funcionários em cyborgs é a Epicenter, que se autodenomina a primeira casa digital de inovação, ela passou a implantar microchips nas mãos dos empregados para que eles possam interagir melhor no ambiente do escritório.

A Epicenter começou a implantar chips nos funcionários em janeiro de 2015. 

Do tamanho de grãos de arroz, os microchips funcionam como cartões funcionais. Com eles, os funcionários podem abrir portas, operar impressoras e até mesmo comprar smoothies na lancheria da empresa.

Os implantes usam a tecnologia Near Field Communication (NFC) a mesma dos cartões de crédito, que permite a troca de informações sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outro, através de ondas eletromagnéticas.

Implantando os microchips

Agora você pode se perguntar porque uma pessoa andaria por aí com um chip implantado na mão. Como a maioria das tecnologias que utilizamos no dia a dia, trata-se aqui também de uma questão de comodidade.

Os microchips são injetados na área carnuda da mão, ao lado do polegar, por meio de seringas pré-carregadas. O procedimento dura alguns segundos.

A seringa desliza entre o polegar e o dedo indicador. Então, com um clique, um microchip é injetado na mão do funcionário. Outro cyborg é criado. Sem gritos e com apenas uma gota de sangue.

Segurança e privacidade

Como acontece com a maioria das novas tecnologias, os implantes levantam questões relativas à segurança e privacidade. Embora biologicamente seguros, os dados gerados pelos chips podem mostrar quantas vezes um funcionário comparece ao trabalho e o que eles consomem dentro da empresa. Para muitas pessoas o cenário não é muito animador pois a empresa poderia obter dados sobre sua saúde, o seu paradeiro, quanto tempo você está trabalhando, se você está fazendo muitas pausas para ir ao banheiro e coisas assim.

Além disso os dispositivos poderiam ser explorados por hackers para roubar informações da empresa e dos funcionários. Quanto mais sofisticado for o microchip, mais dilemas éticos surgem.

Já a empresa, não vislumbra qualquer problema na implantação dos microchips e alega que as pessoas têm implantado coisas em seu corpo, como marca-passos e coisas para controlar o coração. 

Embora a colocação dos dispositivos não seja obrigatório, ser “chipado” se tornou popular entre os funcionários da Epicenter. Em torno de 150 trabalhadores (dos 2 mil existentes) já utilizam a tecnologia. A empresa organiza eventos mensais para “aliciar” membros, oferece o procedimento gratuito e, após, comemora com os novos cyborgs.

Diferente do seu celular e cartão de crédito, você não conseguiria remover o chip da própria mão com facilidade.

Reflita! Você trabalharia em uma empresa como a Epicenter? Qual sua opinião sobre a implantação de microchips no corpo humano? Você teria alguma objeção em usar essa tecnologia?