O Tribunal do Júri de Arapongas condenou a 50 anos de prisão, em regime inicial fechado, um homem de 36 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) pelo assassinato da própria companheira, Michele Alessandra Munhoz, de 39 anos. O crime ocorreu em 18 de maio de 2025, na residência da vítima, no bairro Corina Pugliese, e a sentença foi divulgada nesta terça-feira (7).
De acordo com o MPPR, o feminicídio foi motivado por ciúmes. Conforme o processo, o réu atacou Michele com diversas facadas dentro de casa. A investigação registrou ainda episódios anteriores de violência doméstica praticados pelo condenado, descrito nos autos como agressivo.
Feminicídio majorado e teses acolhidas
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público e reconheceu o feminicídio majorado. Pesaram no julgamento o fato de a vítima ser mãe de uma adolescente de 14 anos, filha do casal na época do crime, além do uso de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima.
Penas e medidas acessórias
Além da reclusão, o condenado deverá pagar 20 salários mínimos por danos morais à filha do casal. A decisão também determinou a perda do poder familiar sobre a adolescente, que tinha 14 anos quando a mãe foi morta. O réu permaneceu preso para o início imediato do cumprimento da pena.
Dinâmica do crime e investigação
Na data do crime, a Polícia Militar foi acionada após denúncia de briga de casal no Conjunto Corina Pugliese. Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram Michele gravemente ferida por golpe de faca no pescoço. O Samu foi chamado, mas apenas pôde confirmar o óbito no local.
Segundo as investigações, o companheiro, com quem Michele mantinha relacionamento havia cerca de 17 anos, teria arrombado a porta da residência antes do ataque. Após o assassinato, ele fugiu de bicicleta levando o celular da vítima, sendo posteriormente denunciado pelo Ministério Público.
A condenação reforça o entendimento do Judiciário sobre a gravidade dos crimes de feminicídio e da recorrência de violência doméstica, especialmente quando há impacto direto sobre filhos e adolescentes da família.
Fonte: Redação
