Grupo Paiol estreia espetáculo ‘Branca Flor’ no Festival de Jacarezinho

Em estreia marcante no XXI Festival Internacional de Teatro de Jacarezinho (ENCENA), o Grupo Paiol de Teatro, de Arapongas, apresentou na última segunda-feira (25) a nova montagem “Branca Flor – Auto do Café”, em duas sessões que encantaram o público e reafirmaram a potência do teatro do interior do Paraná. O grupo conta com apoio da Prefeitura de Arapongas, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, Lazer e Eventos (SECLE).

A escolha dos palcos reforçou o caráter popular e a conexão comunitária: a primeira sessão ocorreu às 14h30, na Escola Municipal do Campo Maria Elídia, levando a magia dos palcos à comunidade escolar rural. À noite, às 20h, a apresentação na Escola Estadual Marques dos Reis encerrou o dia de estreia sob aplausos calorosos.

Dramaturgia da terra

“Branca Flor – Auto do Café” nasce da terra e aprende a falar com ela. Inspirado na cultura do campo e nas experiências históricas e contemporâneas dos povos latino-americanos, o espetáculo constrói uma dramaturgia barroca, alegórica e visualmente poética.

No centro da trama está o romance entre Branca Flor — jovem elevada à condição de santidade pela comunidade — e João do Café, dedicado trabalhador da lavoura. Pelo destino do casal, a peça revela, com sensibilidade e vigor crítico, tensões de um mundo que tantas vezes transforma fé em vigilância, moral em cerco e o amor em desvio.

“Ver o público se emocionar com uma história que carrega o cheiro da nossa terra e a força da nossa gente é a maior recompensa”, destaca a produção do grupo, celebrando a recepção calorosa nas duas sessões.

Cenário internacional

A estreia no ENCENA não foi por acaso. O Festival Internacional de Teatro de Jacarezinho é um dos palcos mais tradicionais e respeitados do estado, servindo como uma vitrine perfeita para o amadurecimento artístico do Grupo Paiol. Ao levar a identidade de Arapongas ao festival, o grupo representou sua cidade natal e evidenciou a força e a sofisticação do teatro regional.

Com estética apurada, atuações viscerais e temática que reverbera a ancestralidade e a realidade dos trabalhadores do café, “Branca Flor” promete uma trajetória brilhante e muitas outras apresentações de tirar o fôlego pelas estradas do país.

Fonte: Redação

Compartilhar este Artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile