Arapongas

Como se desenvolve o assentamento-modelo do MST em uma das cidades mais ‘bolsonaristas’ do Paraná

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“Não tem conversa com o MST. Toda ação do MST deve ser tipificada como terrorismo”. As frases acima foram ditas por Jair Messias Bolsonaro (PSL), presidente do Brasil, durante a campanha de 2017. Ao longo de sua trajetória política, Bolsonaro não poupou críticas à atuação do Movimento dos Sem Terra (MST). Em Arapongas, norte do Paraná, Bolsonaro recebeu expressivos 51,9 mil votos no segundo turno, ou 83,4% do total válido, o terceiro maior índice do Paraná. Curiosamente, o município abriga um assentamento criado por integrantes do MST que é modelo de gestão para todo o movimento.

O assentamento Dorcelina Folador leva o nome da ex-prefeita de Mundo Novo (MS), de origem sem-terra, que foi assassinada com seis tiros pelas costas em 1999, enquanto exercia o mandato. Instalada na região Sul de Arapongas há 20 anos, a comunidade de trabalhadores rurais sem-terra tem 775 hectares de área total, abrigando em torno de 90 famílias, totalizando cerca de 500 pessoas.

O que faz o assentamento ser modelo é o sistema de gerenciamento: as famílias são divididas em nove núcleos, cada um com dois coordenadores. Dentro de cada núcleo são feitas reuniões quinzenais, em que todos os assentados são convidados a participar. A realidade de cada núcleo é levada para uma reunião com todos os coordenadores, onde é feito o planejamento das próximas ações a serem implantadas no assentamento. Este sistema onde todos têm voz ativa foi adaptado de experiências em outros assentamentos.

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