Claudio Natalino Bagnolli

Como pensar no trânsito do futuro.

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Sem dúvida, o ser humano despende incontáveis horas no trânsito.

Todos os anos, a empresa Tom Tom se dedica a medir o congestionamento nas redes viárias de 295 cidades ao redor do mundo e traz números importantes e, ao mesmo tempo, preocupantes.

De acordo com seu mais recente índice de tráfego, 9 cidades lideram o ranking de maior congestionamento no Brasil: Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Curitiba.

Em Curitiba, por exemplo, cada motorista perde 22 min por dia e 83 h por ano no trânsito e nas outras cidades o tempo é bem maior.

Em resumo, o total do número de horas despendidas no trânsito em todo o País leva a uma conclusão inevitável: uma enorme perda de tempo, energia e potencial humano.

Alguns países já desenvolveram algumas formas de melhorar esse trânsito caótico:

Os chineses desenvolveram um conceito bastante inovador de ônibus capaz de transpor os engarrafamentos. O conceito é uma nova maneira de se pensar sobre espaço e movimento dentro das cidades.

A empresa norte-americana SkyTran está projetando um sistema de transporte pessoal de alta velocidade e baixo custo. A princípio, o conceito envolve levitação magnética para mover passageiros de maneira rápida, segura e econômica.

A companhia italiana Next desenvolveu um avançado sistema de transporte inteligente, que consegue se separar dinamicamente durante o trajeto. Em resumo, à medida que os passageiros selecionam o destino, o transporte se “desmembra” aos poucos.

Embora as três iniciativas sejam válidas para reduzir e solucionar congestionamentos, e tenham a pretensão de revolucionar o trânsito das cidades modernas precisamos também melhorar o espaço – preenchendo mais os veículos.

E se os veículos usados nas cidades fossem 95% preenchidos, quanto espaço livre ganharíamos para andar, pedalar e curtir nossas cidades.

É bem verdade que a solução não será imediata, até mesmo porque muitas cidades tem sistemas de transporte deficitários mas podemos criar veículos que combinam a conveniência do carro com a eficiência de trens e ônibus. 

Finalmente, talvez uma das maiores forças em ação sejam os veículos autônomos. Os protótipos apresentados pelo Google – concentrados agora na empresa Wayno – indicam que, em poucos anos, veremos carros autodirigíreis trafegando nas ruas das cidades.

Nesse futuro sem motoristas não haverá necessidade de semáforos ou mesmo faixas. Os motoristas estarão todos conectados entre si, e o fluxo será controlado por algoritmos dinâmicos, que se aprimorariam constantemente.

O Geek Wanis Kabbaj acha que podemos encontrar inspiração na nossa biologia para projetar os sistemas de trânsito do futuro.

Nesta palestra de pensamento futuro, visualize conceitos emocionantes como ônibus modulares, destacáveis, táxis voadores e redes de viagens magnéticas suspensas que poderiam ajudar a tornar o sonho de um mundo dinâmico e sem condutor em uma realidade.