Se o Brasil tem um portfólio cinematográfico diverso e potente — da comédia “Estômago” a dramas como “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui” — por que o cinema nacional ainda é desvalorizado por tantos brasileiros?
De acordo com a reflexão apresentada, o cinema brasileiro remonta a 1898, quando curtas eram exibidos à elite. Desde então, suas produções ajudam a configurar a identidade nacional e a traduzir a diversidade cultural, social e geográfica do país.
Do pioneirismo à censura
A análise relembra períodos autoritários — o Estado Novo (1937–1945) e a Ditadura Militar (1964–1985) — em que a censura minou apoios e restringiu a expressão artística. Mesmo sob um caráter repressor, o cinema seguiu como ferramenta de leitura do Brasil.
Cinema Novo e resistência
Segundo o texto, o Cinema Novo, movimento dos anos 1960 e 1970, buscou uma estética genuinamente brasileira e a crítica à desigualdade social no contexto latino-americano, contrapondo-se ao cinema tradicional que priorizava épicos “hollywoodianos”. Entre as obras citadas estão “Vidas Secas”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Terra em Transe” e “Macunaíma”.
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A reflexão aponta que muitos realizadores foram perseguidos e alguns se exilaram, com Glauber Rocha como exemplo. Afirma ainda que esse estilo teria chegado ao fim nos anos 1970, sendo substituído por produções pornográficas.
Desvalorização e caminhos
Para a autora, a desvalorização do cinema brasileiro pelo próprio Governo reverbera na sociedade, alimentando a crença na superioridade do audiovisual americano. A conclusão defende que os representantes da população — Executivo e Legislativo — têm a obrigação de investir nas produções nacionais e em sua divulgação, para ampliar o alcance das obras e fortalecer a identidade do país.
O texto é assinado por Sophia Chalegre Calegari, estudante do 1º ano do Ensino Médio do Colégio São José de Apucarana.
Fonte: Redação
