Chuvas recordes atrasam obras de recape em Arapongas

Chuvas intensas e frequentes desde setembro têm adiado o início do recapeamento das ruas de Arapongas. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), todas as estações meteorológicas do Estado ultrapassaram a média histórica em setembro de 2026. Em pelo menos 14 delas, distribuídas entre Leste, Campos Gerais, Centro e Norte, o volume no período foi o maior da série histórica; em algumas localidades, choveu mais do que em qualquer setembro dos últimos 25 anos.

Recordes de chuva e efeito do El Niño

A estação do Simepar em Apucarana — a mais próxima de Arapongas e em operação desde 1999 — também bateu recorde: a climatologia de setembro aponta 109,3 mm na média, mas foram 272,4 mm neste ano. O órgão atribui os acumulados excepcionais ao El Niño. Segundo o alerta, “com o impacto do fenômeno El Niño, que já estava sob forte intensidade em setembro sobre o Oceano Pacífico Equatorial, mais calor e umidade ficaram disponíveis na atmosfera e frentes frias passaram com mais frequência sobre o Paraná, e com maior intensidade, trazendo grandes acumulados de chuva”.

Obras só avançam com tempo seco

Diante do cenário, a Prefeitura de Arapongas adiou o recape e prioriza janelas de tempo firme para intervenções pontuais. “Setembro foi o dia, aliás, o mês mais chuvoso da história registrada do interior do estado do Paraná. Então, não é desculpa nem justificativa. Mas não podemos gastar os recursos disponíveis em tapa-buraco, em recape, em micropavimento, enquanto estiver chovendo. É jogar dinheiro fora”, detalha o prefeito Rafael Cita.

Conforme a Secretaria Municipal de Obras, Transportes e Desenvolvimento Urbano (SEODUR) e a Companhia de Desenvolvimento de Arapongas (CODAR), as vias precisam estar secas para garantir a aderência adequada dos materiais e a durabilidade dos serviços.

Recursos garantidos, execução condicionada ao clima

O município afirma ter contratos e orçamento assegurados para avançar quando o tempo permitir. “Nós temos R$ 20 milhões em recape contratado, com dinheiro em conta. Temos R$ 5 milhões em micropavimento, que já foi feito em vários locais e ainda continuará sendo feito. E temos o tapa-buracos. Só que eu não posso, enquanto gestor, jogar o dinheiro do cidadão araponguense no lixo”, pontuou o prefeito.

Previsão e próximos passos

O Simepar indica que Arapongas deve ter chuvas até pelo menos o dia 14. A administração aproveita respiros no tempo para preparar frentes de trabalho. “Tivemos uma sorte de não ter chuva nesta segunda-feira (05). O que fizemos? Fomos lá na Rua Saíra-militar, no Jardim Universidade, uma obra que era necessária há 30 anos e já dura três meses. E havia muito barro lá. Por quê? Porque nós colocamos placa informando a obra no local, o pessoal não respeitou, passava com o caminhão, que acabava atolando. Mas, enfim, conseguimos limpar a via para depois, com o tempo firme, colocar a malha asfáltica”, explica.

Rafael Cita pede compreensão diante das adversidades climáticas. “A cidade está com muito buraco, de fato, só que eu não vou pegar o dinheiro do contribuinte e jogar fora. Se eu tapar um buraco agora, amanhã vai chover. Sabe o que que vai acontecer? Vai tudo embora”, reforça, ao frisar que é necessário um período de estiagem e sol para garantir qualidade e permanência dos reparos.

Fonte: Redação

Compartilhar este Artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile