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Autismo: Avaliação psicológica e neuropsicológica é mesmo necessária?

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Psicóloga Ieda Assunção, de Apucarana, avalia que os testes são fundamentais para identificar as áreas comprometidas pelo TEA

Esse é um questionamento comum entre os pais, mas, sim, é preciso fazer a avaliação psicológica e neuropsicológica para uma análise mais detalhada do diagnóstico de autismo e de outros atrasos no desenvolvimento infantil. A afirmação é feita pela psicóloga Ieda Assunção, de Apucarana, especialista em Psicoterapia Analítico Comportamental. “A bateria de testes utilizada no processo de avaliação se baseia no pedido feito pela escola, pelo médico ou pela própria família. O que avaliamos? Processos cognitivos, linguagem, memória, percepção, motricidade, funções executivas, padrões de comportamento, independência, interação entre pares, entre outros”, comenta a psicóloga, observando que a avaliação é fundamental para identificar quais são os atrasos e também para elaborar um programa de suporte comportamental para aumentar as habilidades. Ieda, que tem se dedicado ao estudo do autismo, explica que psicólogos e neuropsicólogos são habilitados a uma série de testagem através de avaliações padronizados, escalas e protocolos, para que se possa mensurar o desenvolvimento da criança de acordo com a idade. “Muitas vezes temos que olhar para a criança e verificar que naquele dia e naquele momento, aqueles resultados são responsáveis por um recorte de seu desenvolvimento. Não significa que será o mesmo ao longo de toda a vida da criança”, comenta. “O objetivo da testagem é identificar qual a área de atraso. Por que essa criança não está falando, não mantém contato visual ou até mesmo sua coordenação motora fina não está adequada? Os marcos de desenvolvimento infantil guiam as avaliações e assim conseguimos identificar com mais precisão”, pontua Ieda. O próximo passo, de acordo com a psicóloga, é feito um relatório descritivo de cada teste e uma devolutiva é realizada com a família. “Esse documento, entregue à família, deve ser encaminhado ao médico que o solicitou. Normalmente, em cima desses dados, é feito um trabalho em conjunto, resultando num panorama qualitativo e quantitativo dessa criança e, a partir desse ponto, o médico vai ter mais informações do funcionamento do paciente, e assim conseguir fechar o diagnóstico”, sublinha. Ieda observa ainda que, muitas vezes, os psicólogos e neuropsicólogos vão contribuir nessa conclusão de diagnóstico, que inclui ainda o fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. “A partir do momento em que a criança recebe o laudo do médico, geralmente, retorna para o atendimento terapêutico na clínica e um programa de suporte comportamental é elaborado de forma individual”, assinala.

O objetivo, segundo Ieda, é que a criança adquira as habilidades que estão em defasagem, diminua os excessos comportamentais, que são barreiras comportamentais, e que a diferença entre o seu desenvolvimento e de uma criança típica seja o menor possível. “Trabalhamos para que essa criança possa generalizar as habilidades adquiridas em outros ambientes, como em casa, escola, parquinho ou no supermercado”, ressalta.

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