Claudio Natalino Bagnolli

Artisanópolis, a cidade flutuante.

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Os engenheiros sempre tiveram em mente a ideia de ganhar espaço no mar.

Os Países Baixos,  foram os pioneiros quando se trata de levantar cidades onde antes havia apenas água.

Em Dubai foi criado o arquipélago artificial, movendo milhares de toneladas de areia e pedra do fundo do mar.

A China usou a mesma técnica para estabelecer novas ilhas no mar do Sul da China.

No entanto, até agora ninguém tinha imaginado conquistar o oceano, construindo uma cidade flutuante.

Mas, há mais de 7 anos, o Seasteading Institute vem investindo esforços para construir a primeira cidade flutuante do mundo.

O projeto é chamado de Artisanópolis e promovido pelo Instituto Seasteading, fundada por Wayne Gramlich, empresário do vale do silício; Patri Friedman, engenheiro do Google, e Peter Thiel, co-fundador da Pay Pal.

O projeto é muito avançado. De acordo com os desenvolvedores, eles já têm as soluções técnicas de design e construção, e conseguiram um acordo com as autoridades da Polinésia francesa para estabelecer a base de operações.

A cidade será completamente flutuante e autossustentável. Enquanto uma planta de dessalinização produzirá água potável para a ilha, estufas irão gerar a maior parte dos suprimentos e alimentos. Além disso, um disjuntor de ondas cercará completamente a terra para evitar danos à estrutura.

A escolha pela Polinésia Francesa foi motivada pelas águas relativamente calmas e pouco profundas, que favorecem um habitat flutuante.

Encontrar uma nação para hospedar o domínio aquático foi um marco significativo para o instituto, que agora deverá provar seu potencial economicamente valioso.

Embora muitas pessoas estejam relutantes com a ideia de residir em alto-mar, é inegável que as ilustrações do projeto são incríveis. Assim, mesmo que ninguém decida morar lá, Artisanópolis certamente permitirá uma experiência única para turistas do mundo inteiro.

Com o aumento dos níveis de população global e alardes de que não teremos alimento suficiente nas próximas décadas, cidades com conceitos futuristas oferecem espaços alternativos para a sobrevivência da humanidade.

Além disso, a construção de cidades em torno do conceito de sustentabilidade e energias renováveis, como no protótipo da Artisanópolis, contribuem com o meio ambiente e servem de modelo para projetos vindouros.

Os próximos passos envolvem inicialmente estudos de impacto econômico e ambiental, bem como questões jurídicas relacionadas à cidadania, governança e competência territorial. Caso a Artisanópolis se torne propriedade da Polinésia Francesa, os residentes não teriam de fugir para outros países quando ocorresse uma possível evacuação.

Além disso, Artisanópolis seria governada por quem? Seria politicamente autônoma ou regida pelas leis da Polinésia Francesa? Definir todos esses pontos será fundamental para o sucesso contínuo das comunidades flutuantes.

Enfim, mesmo com todos esses fatores a considerar, o Seasteading Institute prevê um futuro promissor para os próximos anos. 

Será o início de uma comunidade de ilhas flutuantes?

Conheça no vídeo abaixo como será a Cidade Flutuante.