Com 10.034 atendimentos realizados em 2026, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS-i) Dr. Walter Buzalaf, em Arapongas, reforça sua atuação no cuidado à saúde mental de crianças e adolescentes. Os dados, da Prefeitura de Arapongas por meio da Secretaria de Saúde, se referem ao período de 05-01 a 20-08.
Ao todo, 2.394 pacientes tiveram acesso a atendimentos individuais e coletivos, grupos terapêuticos e oficinas de culinária, crochê, tear, arte terapia e jogos de tabuleiro, além de eventos culturais, grupos de orientação parentais, rodas de conversa e articulação intersetorial com Conselho Tutelar, Abrigo Institucional, CMEIs, escolas, colégios, ONGs, Legislativo e serviços assistenciais. O serviço conta com equipe de 24 profissionais especializados em Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Psiquiatria, Neuropediatria, Fonoaudiologia e Educação Física, além de equipe de apoio (Auxiliar ou Agente de Serviços Gerais, Cozinheira e Administrativo).
Segundo o CAPS-i, houve inúmeras altas, encaminhamentos para atividades em clubes e práticas esportivas, culturais e de socialização, além da reinserção de centenas de crianças em CMEIs e escolas. Adolescentes também foram encaminhados para Programas de Contraturno Escolar, Jovem Aprendiz e Mercado de Trabalho. “Trabalhamos com foco na socialização, reabilitação e promoção da autonomia. Algumas crianças são atendidas semanalmente por mais de um profissional, outras têm atendimentos mensais, quinzenais”, pontua o coordenador do CAPS-i, Maicon Depieri.
Ele reforça que o atendimento combina agenda e acolhimento espontâneo: “Mas sempre com olhar de perto, o CAPS-i é um espaço de convivência e funciona como espécie de serviço dia, onde as famílias podem trazer os filhos para os atendimentos com equipe técnica nos dias e horários definidos, mas também podem comparecer ao serviço por procura espontânea, sem agendamento, pois serão atendidas por algum profissional da equipe multidisciplinar que fará escuta ativa e, se for o caso, encaixadas com médico do serviço”, comenta.
O CAPS-i também atende “adolescentes que apresentem casos graves de transtorno psiquiátrico ou uso e abuso de substâncias psicoativas e álcool com prejuízo funcional e risco de auto e heteroagressividade”. Nesses casos, “em risco de urgência ou emergência são indicados internamentos em serviços hospitalares de referência, regulados via Central de Leitos do Estado do Paraná. Após a alta do serviço, o seguimento continua em CAPS-i”, destaca Depieri.
Abafadores de ruído chegam para reforçar o cuidado
A aquisição mais recente do CAPS-i foi a de abafadores de ruído para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), comprados com recursos próprios do Departamento de Compras da Prefeitura. “Por vezes, crianças e adolescentes com esses diagnósticos apresentam hipersensibilidade auditiva ou sofrem com sobrecarga sensorial. Eles ajudam a diminuir o estresse, previnem crises e melhoram a concentração em locais barulhentos, como escolas, supermercados e festas. O uso de abafadores pode ser indicado em diversos ambientes ruidosos, como: em locais com som alto, multidões, fogos de artifício ou trânsito intenso”, comenta Depieri. “Também em momentos de foco, pois o uso ajuda na hora de estudar ou realizar tarefas que exigem atenção para quem tem TDAH.”
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O coordenador faz um alerta: o uso deve ser pontual e monitorado pelas famílias. “É necessário destacar que esse uso deve ser pontual, ou seja, nas condições citadas. Os pacientes precisam ser monitorados pelas famílias e evitar o uso contínuo o dia todo. Isso porque o uso excessivo pode impedir que a pessoa aprenda a lidar com os sons naturais do dia a dia”, afirma.
Há também recomendações práticas: “respeite o limite da pessoa: algumas pessoas podem rejeitar o abafador por incômodo tátil na cabeça ou nas orelhas. A introdução precisa ser gradual: o abafador deve ser apresentado aos poucos e sem imposição para que a experiência seja positiva. É necessária avaliação profissional: o ideal é contar com a orientação de terapeutas, fonoaudiólogos ou médicos que acompanham o paciente, tais informações são disponibilizadas pela equipe do CAPS-i, que farão a entrega e orientações as crianças, adolescentes e familiares”, finaliza.
Fonte: Redação
