Um recém-nascido de oito dias deu entrada na UPA de Arapongas, na manhã de 20 de janeiro de 2026, com fratura no braço direito. A ocorrência mobilizou a Patrulha Maria da Penha diante de suspeita de maus-tratos e foi classificada como lesão corporal de natureza grave.
O exame de raio-x confirmou fratura completa no membro, descrita pela pediatra como “quebra do osso ao meio”. A criança recebeu imobilização com tala e enfaixamento. Pela gravidade do quadro e por não ser compatível com manuseio cotidiano ou acidentes comuns, a avaliação médica indicou fundada suspeita de maus-tratos. Um conselheiro tutelar acompanhou todo o atendimento na unidade de pronto atendimento.
A equipe policial conversou com os pais do bebê, que foram ouvidos em conjunto e, depois, separadamente. Ambos apresentaram a mesma versão: apenas eles cuidam da criança, o recém-nascido não fica sozinho com o irmão mais velho, de 3 anos, e não houve quedas nem qualquer outro tipo de acidente no período. Os responsáveis afirmaram desconhecer a origem da lesão.
No local, a família já era acompanhada pela assistente social da UPA, que permaneceu no atendimento. Diante da necessidade de avaliação especializada, o bebê foi encaminhado ao Hospital Norte Paranaense (HONPAR II). A avó materna foi acionada para acompanhar a criança durante a transferência e os procedimentos médicos.
Os pais foram conduzidos à 22ª Delegacia de Polícia Civil para serem ouvidos pela autoridade de plantão e para a adoção das providências legais cabíveis. O caso segue em apuração, com a rede de proteção acionada e o atendimento médico do recém-nascido garantido.
Fonte: Divulgação PM
