SE A PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS CONTINUAR POR MAIS 24 HORAS A SITUAÇÃO FICA DRAMÁTICA – Ednotícias
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SE A PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS CONTINUAR POR MAIS 24 HORAS A SITUAÇÃO FICA DRAMÁTICA

 

A greve dos caminhoneiros autônomos afetou o abastecimento em alguns setores, como o automotivo, o de carnes e o de combustíveis.

Cinco empresas ligadas à avicultura e suinocultura em Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Sul tiveram de suspender operações. O cenário tende a piorar nesta quarta-feira (23), se a greve for mantida, diz a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao menos 20 unidades não terão como operar, afetando o abastecimento no país e as exportações.

“O impacto até aqui é muito mais relevante do que das outras vezes [em que caminhoneiros pararam]”, afirmou Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercados da ABPA, que representa mais de 140 agroindústrias e entidades vinculadas à avicultura e à suinocultura.

Para o presidente-executivo da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), Péricles Salazar, todo o setor de animais vivos, de leite e o abastecimento em geral estão sendo muito afetados: “Se isso perdurar por mais 24, 48 horas, a situação fica dramática.” Segundo Salazar, há relatos de caminhões com bovinos parados nas rodovias.

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) informou que o fluxo da commodity para os portos sofreu redução. A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) diz haver impacto no fluxo de caminhões e o recebimento das cargas em portos.

Já há dificuldade para a produção de veículos. Quatro fábricas já têm linhas suspensas: Gravataí (RS) e São Caetano do Sul (SP), da General Motors; Camaçari (BA) e Taubaté (SP), ambas da Ford. Nas três primeiras, faltam peças, enquanto Taubaté parou porque produz motores e transmissões para Camaçari.

Se a greve persistir, a Volkswagen, em Taubaté, também pode suspender operações. “Se essa situação não for resolvida até o fim desta semana, teremos um problema setorial grave”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea (associação das montadoras).

A Inframerica, administradora do aeroporto de Brasília, informou que os caminhões com combustíveis para os aviões “enfrentam dificuldades para chegar ao aeroporto e que passageiros devem buscar as companhias aéreas para ter mais informações.

Os portos de Santos e Paranaguá (PR) informaram, via assessorias, que o fluxo de veículos está reduzido. No porto paranaense, só 300 caminhões deram entrada nesta segunda, ante os cerca de 2 mil desta época do ano.

 

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