Editorial

Editorial Edição 243 – O Brasil acorda!

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Como já se tornou tradicional após o Carnaval, o País começa a despertar para seus problemas internos mais agudos. Até agora, tudo – ou quase tudo – girava em torno de praia, serra e folia de Momo.

Com o término da folia e retorno ao período escolar, milhões de famílias, por todo o Brasil, voltam ao dia a dia comum do novo ano que já consumiu 45 dias.

Que ninguém tenha dúvidas sobre mais um ano difícil que teremos pela frente, com dificuldades e surpresas – que, em verdade, nem podem ser consideradas como tal – como a aprovação da CPMF e a mudança de parâmetros para aposentadorias, entre outras.

Considerando que o período de veraneio e o Carnaval serviram para um descanso mental, no acordar do Brasil, “cairá a ficha” sobre o quanto estamos gastando a mais, em relação a 2015, com a aquisição do material escolar, aumento de impostos, aumento da cesta básica, remédios, aluguéis, medicamentos e tantos outros itens que já corroeram por inteiro, e com juros, o reajuste do salário mínimo estabelecido no dia primeiro de janeiro. Sobre tudo isso, teremos, agora, que pagar o investimento para a realização da olimpíada, como já ocorreu com a Copa do Mundo de futebol, a qual continuamos a pagar, para construção e revitalização de estádios, sendo que, hoje, embora passados poucos meses do evento, alguns estão jogados às moscas. Esse dinheiro poderia, com bom senso, ser usado para construir e equipar hospitais, ou para construção de moradias populares, mas, nada mais adianta chorar sobre o leite derramado.

Acoplado a isso, 2016 deverá chamar a atenção por se constituir em ano eleitoral de importância, atingindo diretamente os municípios, enquanto, por outro lado, a continuidade das investigações sobre corrupção política e empresarial (que ninguém sabe quando acabará, posto que a cada novo dia explode mais um caso) com surgimento de novos implicados.

Importante, agora, é que nesse período, o brasileiro possa refletir e escolher bons candidatos, para iniciar a mudança de um novo processo político que culminará com a eleição dos escalões superiores, em 2018.