Editorial

Editorial Edição 241- O risco do pré-sal

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A determinação correta e esperada, tomada pelo Conselho de Administração da Petrobras, na redução de investimentos na área operacional, considerando, entre outros fatores, que o valor do barril de petróleo, a nível internacional, vem em queda permanente.
Muito embora as ações da companhia tenham despencado financeiramente, entende-se que a decisão seria quase que inevitável, diante da violenta crise financeira global e, especialmente, a estatal envolvida até o pescoço em escândalos de corrupção. Sem deixar de levar em conta a visão de futuro, posto como certo a existência, em um futuro próximo, de ações judiciais com cobrança de indenizações, através de acionistas norte-americanos que se consideram lesados, pela corrupção envolvendo a compra da petrolífera de Pasadena.
Fora isso, deve ser levado em conta que o projeto pré-sal, tido na ocasião com um veio de ouro sobre o qual a Petrobras, poderia se agarrar, reduzindo sua atração por conta da redução do valor do barril de bombeamento normal, em poços de superfície, enquanto que, sabidamente, a exploração, nas camadas mais baixas (pré-sal), demanda maiores custos, o que naturalmente, inviabiliza a operação.
Não se pode condenar a decisão da estatal brasileira, tendo por base os prejuízos financeiros, gerados pela corrupção que corroeu seus alicerces, até então, considerados como pilares de uma das mais robustas companhias das Américas. Assim como visão de futuro, diante da opinião de renomados analistas, que falam na aproximação do final da era do petróleo, como fonte vital para o desenvolvimento dos países produtores, afirmando que a viabilidade do preço do barril de petróleo continua em queda.

Com essa perspectiva e sabendo que a extração do petróleo, na camada do pré-sal, é bem mais oneroso que o processo comum de bombeamento de poços submersos, mais à flor da terra, entende-se o risco em continuar, pelo menos por hora, pensando em retirá-lo das camadas mais profundas. Melhor deixá-lo guardado, enquanto perdurar a crise e a disposição do comércio internacional em trabalharem com valores mais moderados. Assim, se pode entender.

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