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Editorial Edição 247 – Dia de lamentações

saude

Neste dia 7 de abril, o planeta comemora o Dia Mundial da Saúde, numa promoção da Organização Mundial da Saúde. A data deveria ser comemorada, talvez, com champanhe francesa, espoucar de fogos e muita festa, se realmente o mundo tivesse o que comemorar.

No Brasil, entre outros itens básicos de obrigação governamental, a saúde pública foi jogada pelos sucessivos governos, para um plano secundário. O homem ganhou maior longevidade e, justamente por isso, cada vez mais, torna-se necessário um bom aparato de saúde pública, para que os anos a mais possam ser vividos com qualidade, mas, além dos minguados benefícios oferecidos ao trabalhador, pelo sistema previdenciário brasileiro – cada vez mais defasados – gera verdadeira dor de cabeça, quando da necessidade de buscar uma farmácia para adquirir medicamentos, com preços sempre em elevação.

O esgotamento físico natural, seguido pelo estresse, pelas longas filas, na busca de agendamentos médicos, pela demorada espera para exames e, não raro, pacientes morrem antes do chamamento para os mesmos, por ficarem, quando enfermos, jogados sobre macas ou cadeiras, pelos corredores de hospitais à espera de leitos ou, até mesmo, com pacientes obrigados a comprar, nas farmácias, medicamentos para simples curativos, quando procuram pronto socorros, sem nenhum estoque disponível, como já aconteceu em Rio Grande, o que se pode esperar senão o agravamento do sistema.

Em relação ao planeta, o que comemorar, quando milhões de crianças morrem de sede, fome e enfermidades, enquanto governos jogam dinheiro fora, fomentando guerras e políticas que interessam somente a meia dúzia de bárbaros e insensatos, com ânsia de poder?

Lamentável que, em se tratando de saúde, o mundo nada tenha a comemorar.