Gabriela Medeiros

AUTISMO, e agora?

Autismo Certo

“Será que é contagioso??”..iiihh, o filho da minha vizinha é autista, será que ele consegue falar??, “O médico disse que meu filho é autista, não consigo aceitar!” “Acho aquele menino meio estranho?.”

Esses e vários outros comentários e questionamentos surgem no dia a dia sobre o autismo e quem nunca ouviu na linguagem popular a frase “Páaara de ser autista!” como uma metáfora de que aquela pessoa está isolada.

Afinal, o que é autismo? Trata-se de um distúrbio do desenvolvimento ao qual atinge as áreas de interação social, linguagem e cognição. O espectro autístico, caracteriza-se por dificuldades de relacionamento com as pessoas, e em manter uma conversação, possui padrões restritos e repetitivos de comportamento. Não é contagioso, é possível perceber sinais desde bebê, sua origem ainda não é comprovada, porém há estudos que correlacionam com falha de comunicação entre regiões do cérebro. É uma síndrome que atinge quase 2 milhões de brasileiros, mais da metade ainda sem diagnóstico.

O médico falou, e a família não aceitou? Realmente trata-se de um momento delicado, pois apesar de estar se tornando assunto de novela, o autismo ainda é pouco entendido.

É importante procurar saber, entender e quais as providencias que podem ser tomadas, ao qual diante do diagnóstico, iniciar intervenção educacional e comportamental para melhor prognóstico do autista.

Um exemplo bastante falado na mídia e que traz inspiração há muitos familiares é Temple Gardin a mais bem sucedida e profissional norte-americana com autismo, em que dá palestras e escreve livros, em um de seus relatos diz “Minha audição funciona como se eu usasse um aparelho auditivo cujo controle de volume só funciona no “super alto”. É como se fosse um microfone ligado que capta todo barulho ao redor.”

Com isso, percebe-se no autista alguém em potencial para desenvolver as habilidades que lhe são falhas, e assim ter convívio e não ser visto como uma doença sem tratamento.

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