Claudio Natalino Bagnolli

Steve Jobs revolucionou mercado com iPad

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Em 27 de janeiro de 2010, conferi o lançamento do tablet da Apple. O novo produto revolucionário da empresa, que nos trouxe o iMac, o iPod e o iPhone, chamava-se iPad.

O iPad foi, sem dúvida alguma, um dos maiores rumores da história da internet.  Na época, protótipos e conceitos foram postados às centenas em diversos sites. Vários editores garantiram que tinham visto de perto o produto revolucionário ou conseguiram o acesso a informações confidenciais, para depois desmentir.

Mas, foi só na tarde de 27 de janeiro de 2010 que todos os envolvidos diretamente ou indiretamente (leia-se fãs da marca) tiveram sua ansiedade aplacada com a apresentação pelo póprio CEO da Apple, Steve Jobs, de seu novo “invento”.

No campo das funcionalidades, o iPad apresentava exatamente aquilo que os blogs já haviam antecipado. E como os tablets vinham surgindo no mercado aos montes com recursos semelhantes, podíamos considerar o impacto mais suave. Nesta lista tínhamos a tela multitouch de 10 polegadas, o design com jeitão de iPhone (muitos compararam o iPad a um “iPhone gigante”, já que possuía o tamanho de uma folha A4) e o sistema operacional inclusive era bem parecido com o do smartphone da empresa. Seguimos ainda com a capacidade de baixar aplicativos da App Store, 3G (nos modelos mais caros), Wi-fi e Bluetooth integrados. Um produto diferenciado sem dúvida. Mas seu maior impacto encontrava-se no serviço lançado em conjunto.

Seguindo a lição bem aprendida com o iPod, que reinventou a relação das pessoas com a música (e do mercado fonográfico com as pessoas!), a Apple surpreendeu o mercado com sua proposta de entregar através de seu novo “invento” aplicativos, livros, revistas e jornais exatamente como foram desenhados pelos seus criadores, através dos recém lançado iBooks Store. Se os leitores de eBooks “tradicionais” insistiram na fórmula “tons de cinza” a Apple visou recuperar o colorido e o prazer da leitura. E cobrava por isso, é claro. A diferença é que Steve planejou trabalhar faixas de preço negociáveis diretamente junto aos criadores dos conteúdos, sejam eles grandes editoras ou escritores independentes. Sim, a Apple planejava sacudir o modelo de negócio do mercado editorial.

Steve Jobs era conhecido por antever ou até mesmo criar demandas no mundo do entretenimento. Sua decisão podia ajudar a reescrever a maneira como consumíamos literatura e notícias. Novamente.

O produto foi lançado primeiramente para o mercado americano com preço inicial de U$499 (16Gb sem 3G) nos modelos de 32Gb (U$599) e 64Gb (U$499), os interessados em ter acesso 3G teriam que acrescentar mais U$130 ao pacote.

Desde então continuamos acompanhando os movimentos de mercado e lembramos que a Apple é uma das marcas mais ligadas à inovação no mercado mundial.

Prova disso é que com o Ipad Pro a Apple superou os computadores, duas vezes.

Foto: KIMBERLY WHITE/REUTERS