Claudio Natalino Bagnolli

Kitara: A guitarra totalmente digital

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Não, o vídeo acima não é uma demonstração do mais novo acessório para se jogar o famoso Guitar Hero. O que você está vendo é uma simulação real de sons de guitarras sintetizados, incluindo­ os pedais de distorção que fazem tanto sucesso entre amantes de rock pesado.

O inventor é o engenheiro de software e musico australiano Michael que batizou o instrumento de MISA. Esta guitarra digital foi inventada em 2010 e não tem cordas e todos os comandos são feitos através de um touchpad que fica no lugar dos captadores tradicionais. Achei o resultado, no mínimo, bem curioso.

O foco da Misa Digital Guitar está nos efeitos sonoros que podem ser adicionados. Embora uma guitarra tradicional possa sofrer a ação de efeitos com a utilização de pedaleiras, normalmente a troca deles é um processo pouco intuitivo, que exige foco em outra atividade que não simplesmente tocar.

O painel multitouch da Misa elimina o problema ao permitir que o usuário acesse uma série de efeitos simplesmente tocando a mão direita no lugar correto. Isso permite adicionar diversos efeitos simultâneos com muita simplicidade e amplia o número de timbres disponíveis.

O instrumento funciona de forma semelhante a um controlador MIDI, ou seja, é preciso que o usuário adicione quais samples deseja utilizar. Para isso, é necessário que o instrumento esteja conectado a um computador, responsável por traduzir os pontos pressionados em sons. O futuro dos instrumentos musicais passa pelo computador.

Hoje, os Dispositivos de música da Misa Digital são projetados e construídos por Michael em Sydney, Austrália. O foco da companhia está na criação de dispositivos de música eletrônica que ainda não existe no mercado.

A Kitara, mais novo lançamento da empresa Misa Digital Instruments, é uma última prova disso, já que conta com uma interface totalmente digital.

A guitarra foi demonstrada na CES 2011. Segundo o palestrante, estava difícil suprir a demanda pela guitarra, que, para ele, era um dos dez melhores produtos da época.

A guitarra, que em vários aspectos se parece bastante com uma de verdade, possui 24 casas (frets), cada uma com um botão sensível ao toque, o que permite maior mobilidade das mãos. Em compensação, ela não tem nenhuma corda. Toda a parte de ataque é executada sobre uma tela touchscreen, de oito polegadas, localizada no corpo do instrumento.

A tela, além de simular as cordas e conseguir detectar tanto notas únicas quanto acordes, ainda possui modos diferenciados. Em um deles, por exemplo, o usuário pode produzir efeitos variados e alterá-los usando o esquema de mapeamento de eixos da tela.

A Kitara ainda possui saída de áudio e MIDI, saída para headphone, sintetizador onboard com vários efeitos programáveis e outros pré-prontos (chorus, delay, wah-wah etc), mais de cem sons digitais e funciona usando o sistema operacional Linux.

A guitarra podia ser encomendada no site oficial do desenvolvedor, e vinha em dois modelos: a tradicional, por 849 dólares e a edição limitada, que possui mais recursos, por 2.899 dólares. As encomendas podiam ser feitas clicando aqui. Mas no momento as vendas estão esgotadas.