Claudio Natalino Bagnolli

Jogos para celulares irão dominar o mundo em 2018

Captura-de-Tela-2014-02-10-às-22.30.10

O crescimento do mercado de jogos para celulares em 2017 ocorreu de forma estratosférica. Detalhe: em um espaço de tempo muito curto. Talvez para aqueles que já jogam em seu smartphone, isso não represente grande surpresa. Mas o fato é que, em termos de Mobile Gaming, o Android e o iOS já dominam o mercado.

E parece que quem vai mesmo dominar o mundo são os jogos de celular. O faturamento com jogos para smartphones e tablets (Android, iOS e Windows Phone) será muito maior que o de outras plataformas em 2018, batendo a incrível marca de US$ 45 bilhões de dólares.

É certo que os jogos são feitos para dois dispositivos completamente diferentes: um celular ou tablet e um videogame portátil diferenciam-se quanto às suas funções e flexibilidade. Com um celular é possível jogar em qualquer lugar e a qualquer momento, como é também o caso dos videogames portáteis. Mas um smartphone é muito mais que um mini-console para jogos. Com ele se faz de tudo, até terapia. E isso parece ter sido o grande diferencial para constatar que o futuro dos games portáteis não parece ser tão promissor…

Isso sem dúvida, nos faz pensar sobre quais serão as tendências do mercado num futuro muito breve. Já há quem coloque a seguinte indagação: quem é que precisa de um console de videogame quando se tem um smartphone? Outra pergunta, decorrente desta, é: por quanto tempo a indústria de games portáteis vai sobreviver diante de tantas potencialidades que os smartphones ainda têm por explorar quando o quesito são games?

Pode não parecer, mas há uma guerra lá fora entre os jogos de celular e o mercado tradicional (consoles e PC). Os setores de jogos online e para PC, serão pouco afetados mas os jogos de celular vão roubar mesmo a atenção (e a grana) do mercado de consoles.

Poderíamos citar exemplos de casos de sucesso de empresas nascidas no meio mobile, e dar aquela desculpa que “os jogos mobile atingem uma nova audiência”. Mas e quando várias empresas que faziam jogos de console, começam a comemorar saldos positivos por conta do games mobile, no Japão?

“De repente, aquela ideia de que o Japão era o reduto intocável dos consoles portáteis parece desmoronar,  quando até a Nintendo vai apostar em jogos de celular”

Ultimamente as empresas japonesas têm tido problemas para emplacar games de sucesso nos consoles da nova geração (Playstation 4, Xbox One S, Wii U), assim como tem tido problemas até mesmo com franquias conhecidas na geração anterior (Xbox 360 e Playstation 3). Em contrapartida, praticamente todas as empresas japonesas que apostam em jogos de celulares se deram bem.

Seja a Konami comemorando o sucesso de Jikkyou Pawafuru Puroyakyu (Ace of Diamond), ou a Square-Enix festejando o lucro vindo da divisão mobile, um fato é que o mercado de games de celular é ainda mais forte em território japonês.

De repente, aquela ideia de que o Japão era o reduto intocável dos consoles portáteis parece estar ruindo, quando até a Nintendo vai apostar em jogos de celular. Segundo uma pesquisa da App Annie, Os japoneses (e sul-coreanos) gastam três vezes mais tempo jogando nos celulares do que os ocidentais. E olha que por aqui as pessoas jogam muito. Entre em qualquer ônibus ou metrô e veja várias pessoas jogando em seus celulares.  Sete anos atrás, isso era algo raro.

A situação só “piora” quando se analisa as bases dos recém-chegados ao mercado de games, estamos falando das crianças menores de 6 anos. Na minha época, o primeiro contato com videogame era através de um arcade, videogame de algum parente ou locadora de games. Hoje, as crianças praticamente já nascem jogando nos celulares e tablets dos seus pais.

O “Super Mario” das crianças de hoje são os Angry Birds e o “Top Gear” é o Asphalt. Segundo um estudo até relativamente antigo (2011), publicado no site AllThingsD, sobre quem são os “novos gamers”, a plataforma favorita da “nova geração” são os smartphones, com 81% da preferência.

Desde que surgiu, em 2008, a primeira loja da apps e jogos, a realmente fazer sucesso, parece que ninguém freia os jogos de celular. Já se passaram quase 10 anos e o mercado de jogos neste seguimento só tem crescido. Ainda que muitos games não reflitam uma experiência próxima ao dos consoles, os jogos de celular são aquela diversão instantânea, do mesmo jeito que eram os primeiros jogos do Atari. Ou seja, ainda há muito a vir pela frente e o futuro parece promissor.