Arapongas

Mais do que lazer, araponguenses elegem bicicleta como meio alternativo de transporte

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O uso de bicicleta pelos araponguenses continua um hábito frequente. Além de ser um meio de transporte eficiente, a “magrela” também é uma ótima opção que alia economia, saúde e, sobretudo, sustentabilidade.

Não é de hoje que se discute a necessidade de uma valorização no uso efetivo da bicicleta como meio de transporte alternativo. Com as ruas poluídas e congestionadas dos centros urbanos, ela surge como uma maneira de melhorar o trânsito.

Em Arapongas, a bicicleta é um veículo usado tradicionalmente por muitas pessoas por conta da característica plana das ruas. E ficou ainda mais fácil pedalar na cidade após a criação da ciclovia e da ciclofaixa. Desta forma, muitas pessoas acabam elegendo a bicicleta como principal meio de transporte.

A diarista Sônia Maria de Oliveira, 51 anos, optou pela boa e velha “magrela” e há 35 anos faz suas pedaladas diárias . Ela destaca que além de ser prática, também consegue se exercitar durante o trajeto.

Mas apesar dos benefícios e da criação de áreas específicas para tráfego de cilistas, Sônia reclama que ainda falta educação no trânsito por parte dos motoristas que não respeitam os condutores de bicicletas.

“Certa vez eu estava indo trabalhar e um motociclista seguia logo atrás quase passou por cima de mim”, revela.

Ainda de acordo com Sônia, situações semelhantes acontecem inclusive nas ciclo-faixas, espaços demarcados nas vias, especialmente para a o trânsito de bicicletas.

“Os motociclistas invadem, eles são muito mal educados, não respeitam a gente não”, afirma.

A auxiliar de escritório Marcela Ávila, de 24 anos também usa a bicicleta para ir ao trabalho. E assim como Sônia também reclama dos motoristas.

“Eu trabalho em uma empresa às margens da PR-444 e na rodovia o cuidado tem que ser muito extremo, principalmente ao cruzar alguma via. Os motoristas correm muito e se tiver algum obstáculo e precisar desviar é capaz de não dar tempo’’, conta.

Mesmo correndo riscos, Marcela diz que a bicicleta é a opção mais acessível para ela atualmente, já que não possui outro veículo.

“E apesar do risco, acabei gostando, senti uma melhora até na minha disposição”, destaca.

Os ciclistas sugerem que, para mudar a postura dos motoristas é preciso desenvolver campanhas educativas no trânsito e nas escolas. A vendedora Loreci Alves, 25 anos, que também é ciclista (ler intertítulo) aposta na expressão “não faça com o outro aquilo que não gostaria que fizessem com você”.

“A experiência traz até uma percepção de trânsito diferente, porque quando andamos de carro, nem percebemos o outro lado das pessoas que andam tanto a pé quanto de bicicleta”, assinala.

PAIXÃO PELA “MAGRELA”
O atleta José Emílio, 20 anos conseguiu conciliar sua grande paixão com trabalho e hoje disputa campeonatos de ciclismo, representando Arapongas, atua como vendedor em uma loja especializada em bicicletas e ainda usa a “magrela” para trabalhar.

“Até no meu emprego anterior eu já ia de bicicleta. A ideia foi unir o útil ao agradável, porque enquanto eu estou indo trabalhar estou treinando ao mesmo tempo’’, diz.

A vendedora Loreci Alves compartilha do mesmo pensamento. Para conseguir conciliar uma atividade física no seu dia a dia ela decidiu ir para o trabalho de bicicleta. Loreci tem carro, mas há cerca de sete meses resolveu encarar o percurso de 5 quilômetros diários.

“Eu escolhi começar a ir trabalhar de bicicleta para conciliar uma atividade física, já que não tenho tempo para fazer algo em outro momento”, relata.

Além de manter a forma, a vendedora revela que também sentiu diferença no bolso, com economia de R$ 100 por mês.

“Conseguir poupar esse dinheiro também foi muito bom”, comemora.
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