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Limites: o equilíbrio entre leis e regras

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Olá leitores e leitoras. O tema de hoje é sobre os limites. Essa palavra vem sendo muito utilizada atualmente, principalmente na idade da adolescência, e muitas pessoas acabam pensando que limite é apenas falar NÃO, como por exemplo, não deixar nosso filho(a) fazer algo. Limite significa demarcar um espaço, fazer fronteira, e esses espaços vão sendo demarcados no decorrer de nossa vida. Dessa forma, essa palavra engloba muitas outras questões, pois um “não”, não necessariamente precisa ser algo verbal, mas ele pode ser delimitado por gestos que fazem parte de todo o desenvolvimento das crianças.

Quando damos um berço e um quarto para nosso filho, é um limite de espaço que estamos colocando, demonstrando que ali é o lugar dele, quando delimitamos os lugares de brincar das crianças, já estamos fazendo limite no espaço que pode ser utilizado, quando batemos na porta, pedindo a permissão se podemos ou não entrar, estamos estabelecendo limites entre nós e entre a outra pessoa que está perto de nós, esses pequenos gestos são muito importantes, não só pela questão do limite, mas também pelo respeito demonstrado ao outro.

De uns tempos para cá, percebe-se uma mudança radical e significativa na posição dos nossos pais quanto aos limites e as regras com os filhos. No tempo dos avós, a maneira de educar os filhos seguia uma direção vertical, onde os pais exerciam sua autoridade de cima para baixo, sem poder ser feito nenhum questionamento. A geração seguinte, sufocada pelo autoritarismo, assumindo o lugar de pais, começou a exercer sua autoridade de maneira bem oposta, sendo bem permissivos, onde os pais começaram a exercer uma autoridade horizontal, pais e filhos são iguais, não existindo diferenças entre as leis e regras.

A consequência disso, é que os limites foram se perdendo por esse caminho, e agora estão surgindo indivíduos com mais liberdade do que responsabilidades, com mais direitos do que deveres.

Ás vezes, pensamos que dizer “NÃO” a um filho é um ato de desamor. Entretanto, é diante de algumas negativas que a criança vai conhecendo a frustração, se frustrar é um sentimento importante para todos os seres humanos. Dentro das relações de limites o que cabe aos pais e aos cuidadores é achar um equilíbrio, pois é necessário que as regras e os limites sejam estabelecidas em todas as situações,  o que muda é a dosagem de cada uma delas.

 

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