Apucarana

Apucarana terá telão para população acompanhar votação do impeachment

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O Movimento Cristãos pelo Brasil está preparando uma estrutura no centro de Apucarana, para que a população acompanhe das ruas a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), pela Câmara dos Deputados. A transmissão será no próximo domingo (17), às 14 horas. Nove painéis de led e equipamentos de som serão instalados na Praça Rui Barbosa. O movimento é conhecido por liderar diversas manifestações na cidade contra o governo e a favor da Operação Lava Jato.

Para o presidente do movimento, Fernando Felipetto, domingo será um momento histórico para a política brasileira e toda população deve acompanhar. “Estamos perto de conseguir o que estamos lutando há quase dois anos, que é o fim deste governo, que na minha opinião e de muitos especialistas, é o pior da história do Brasil. Muitas cidades vão acompanhar a votação ao vivo nas ruas e em Apucarana não será diferente”, comenta.

PÓS-IMPEACHMENT – O presidente do movimento prevê que, se aprovado, o afastamento da presidente do cargo vai fomentar as iniciativas privadas e impulsionar a economia. “De benefício imediato, no dia seguinte, as bolsas vão subir, o dólar vai cair, e os investimentos vão voltar para o Brasil. Os empresários verão uma luz no fim do túnel”, acredita.

Por fim, Felipetto acredita que a turbulência econômica e política que o país enfrenta, apesar de negativa, serviu para despertar a consciência cidadã, até então, adormecida. “Acho que a partir de agora a sociedade tem que parar de agir como tem agido nos últimos anos. Espero que o brasileiro aprenda a votar melhor e a escolher seus representantes.

RITO – As discussões serão iniciadas às 8h55 de sexta-feira (15) e finalizadas domingo (17) à noite, com a votação do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ao prosseguimento do processo de afastamento. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, havia definido que a chamada começaria pelos deputados da região Sul. Entretanto, nesta quinta-feira (14) disse que vai alterar a ordem. O presidente ainda não divulgou o novo critério de chamada.

A base do governo defende a adoção do mesmo critério usado na votação do impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, que foi por ordem alfabética. Para os defensores do impeachment de Dilma, não há relevância no critério. Nos bastidores, parlamentares da base aliada temem que Cunha adote a votação alternada por estados de diferentes regiões. Isso, segundo governistas ouvidos pela Agência Brasil, poderia provocar uma votação inicial grande a favor do impeachment, influenciando deputados indecisos.

SEXTA-FEIRA: Na sexta-feira, os trabalhos serão abertos com a fala dos autores da denúncia e a manifestação da defesa da presidenta Dilma Rousseff. Será concedido prazo de 25 minutos para ambas as partes. Depois disso, cada um dos 25 partidos com representação na Câmara e os líderes da maioria e da minoria terão uma hora para discussão. Esse tempo poderá ser dividido com até cinco parlamentares, independentemente do tamanho da bancada.

SÁBADO: Pelo cronograma, serão necessárias, pelo menos, 28 horas para a discussão inicial. Com isso, a discussão iniciada na sexta poderá se prolongar até as 13h de sábado (16), ultrapassando o horário previsto por Cunha para início da sessão deste dia, 11h. Os trabalhos no sábado começam com a fala dos deputados que se inscreverem no dia anterior (de 9h às 11h) para discutir o relatório. No sábado, todos os líderes terão direito a falar por suas bancadas pelo tempo correspondente ao tamanho das bancadas. A cada nova sessão, os líderes terão direito a usar da palavra conforme prevê o regimento da Casa. A intenção do presidente da Câmara é encerrar os debates no sábado. Cada um dos deputados inscritos terá direito a 3 minutos de fala. Se os 513 optarem por discursar, serão gastos 1.539 minutos, o equivalente a quase 26 horas. Com início previsto para as 11h de sábado, se não houver interrupções, essa fase deverá durar até as 13h de domingo.

DOMINGO: A sessão será iniciada às 14h, com a fala dos líderes partidários. Em seguida, os representantes dos partidos terão 10 segundos para fazer o encaminhamento e orientação da votação.

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